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Debate eleitoral e mais 4 eventos que definirão o rumo do mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de começar a operar na próxima semana

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(Facebook/RedeTV!)

SÃO PAULO - Apesar da alta do Ibovespa nesta sexta-feira (14), o principal índice da bolsa não conseguiu evitar fechar a semana com queda de 1,29%, e para os próximos dias o cenário eleitoral deve seguir como principal driver para o mercado brasileiro, conforme é divulgada uma nova bateria de pesquisas eleitorais e ocorre um novo debate. Entre os indicadores, a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) é o destaque.

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Na agenda de pesquisas, na segunda-feira (17) estão programas a da MDA e a já tradicional FSB/BTG Pactual. No dia seguinte é a vez do mais novo levantamento do Ibope. Completando o calendário, na sexta-feira (21) a XP/Ipespe apresenta sua pesquisa semanal também.

Faltando pouco mais de 20 dias para o primeiro turno, no dia 7 de outubro, e com a consolidação de Jair Bolsonaro (PSL) na liderança, a principal
expectativa é com quem ficará a segunda vaga para disputar o Planalto. Nas mais recentes pesquisas, quatro candidatos estão embolados com empate técnico: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), sendo que o petista tem mostrado um ganho de força nos levantamentos mais recentes.

Além disso, na quinta-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília), ocorre mais um debate eleitoral, o da TV Aparecida, que é promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Além da televisão, a transmissão ocorrerá na rádio Aparecida e nas redes sociais do grupo. Esta é a segunda vez que a Rede Aparecida promove um debate eleitoral.

Copom
Na quarta-feira (19), o Copom divulga a nova taxa básica de juros, que segundo o mercado, deve se manter em 6,5% ao ano. A GO Associados explica que a inflação corrente foi afetada pontualmente pela greve dos caminhoneiros em maio, mas com reversão rápida, enquanto a atividade econômica segue fraca e a recuperação pós-greve deve ser ainda lenta.

Por outro lado, a taxa de câmbio continua volátil, com o dólar batendo sua máxima histórica em R$ 4,20 nos últimos dias, o que poderia impactar a decisão da Comitê. Por outro lado, a GO afirma que uma parcela relevante de hedge (proteção) já foi disponibilizada pelo Banco Central, o que sustenta a projeção de manutenção dos juros.

Inflação
Outro indicador que será divulgado no Brasil é o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), considerado uma prévia da taxa oficial de inflação do País. Para a GO Associados, o índice deve ficar em 0,87%, que se for confirmado será uma pequena alta em relação a agosto, devido ao ambiente externo conturbado e à incerteza política interna.

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Agenda externa
O noticiário econômico nos Estados Uniso será pouco movimentado na próxima semana. Na quarta-feira (19), serão publicados os dados das novas licenças de construção de novas casas e do setor externo no segundo trimestre. No dia seguinte sai o Índice de Atividade Industrial do Fed da Filadélfia.

A semana ainda traz os sondagens PMI industrial e de serviços a serem publicados na sexta-feira (21). Apesar da ausência de dados de grande importância, a força da conjuntura econômica nos EUA levou o mercado a continuar a reforçar a probabilidade de ocorrência do cenário "hawkish", com quatro altas na taxa de juro em 2018.

Por fim, se mantém no radar a guerra comercial entre EUA e China. Nesta sexta, Donald Trump instruiu seus assessores a prosseguir com as tarifas adicionais de cerca de US$ 200 bilhões em produtos chineses. Até então, havia a expectativa de que a animosidade entre os países se dissipasse com a possibilidade de uma reunião entre membros dos respectivos governos ainda nesta semana, mas o clima agora volta a ser de tensão e deve ser destaque nos próximos dias.

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