Em mercados

Os dois eventos que devem definir o rumo do mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar nos próximos dias no mercado

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após mais uma semana caótica, com o Ibovespa caindo 5,56% e o dólar muito volátil, os próximos dias serão de muitos eventos importantes, que devem deixar o mercado ainda mais atento para mudanças bruscas nos ativos. Em especial, dois deles têm potencial para mudar completamente o rumo da bolsa nos próximos dias.

Ainda no domingo, o mercado estará de olho na pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais que deve ser divulgada pela manhã. Este será o primeiro grande instituto a mostrar o cenário atual dos candidatos já confirmados. Ainda no campo político, a semana também será marcada pela discussão da tabela de preços mínimos para os fretes de transporte de carga, uma das reivindicações dos caminhoneiros, e que pode levar a uma nova greve após a Copa do Mundo.

O principal evento da agenda de indicadores, porém, será a reunião do Fomc, na quarta-feira (13) às 15h (horário de Brasília). A expectativa é que a taxa de juro seja elevada em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano.

Apesar da queda do desemprego, da retomada da atividade e da alta do petróleo, o cenário mais provável ainda é o cenário com três subidas da taxa de juros no ano, mas este será o principal ponto a ser analisado nesta reunião, que contará ainda com uma coletiva do presidente Jerome Powell e relatório de revisão de projeções. Uma mudança neste cenário pode levar o mercado a começar a precificar quatro altas de juros.

A semana nos EUA será bastante movimentada, com vários dados econômicos importante. Na terça-feira (12) serão publicados os dados de inflação e de núcleo de inflação. Segundo a GO Associados, os dados devem refletir o efeito da alta do petróleo, que deve levar a taxa de inflação norte-americana um pouco acima da meta do Fed.

Ainda entre os eventos externos, atenção especial ainda para o aguardado encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-Un, que ocorrerá na terça-feira (12) em Cingapura. O principal tema deve ser o desarmamento nuclear do país asiático, mas se algo inesperado acontecer pode afetar bastante o humor dos investidores.

De volta ao Brasil, o principal indicador da semana sairá na sexta-feira (15): o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de abril, considerado a prévia mensal do PIB (Produto Interno Bruto). A GO Associados projeta alta de 1,2% ante o mês de março, resultado que deve mostrar um bom início de segundo trimestre, devolvendo o fraco dado de fevereiro e março. Mas, é importante destacar que ainda não haverá o impacto da greve dos caminhoneiros neste indicador.

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