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Em mercados

Ilan Goldfajn apresenta "armas" do BC para conter alta do dólar e diz que "nervosismo faz parte"

Segundo o presidente da autoridade monetária, o "BC trabalha com serenidade para dar estabilidade financeira"

Ilan Goldfajn
(Lula Marques/Agência PT)

SÃO PAULO - O câmbio flutuante e as reservas cambiais serão algumas das armas que o Banco Central irá utilizar para proteger o mercado diante deste rali do dólar, que se aproxima dos R$ 4,00, disse Ilan Goldfajn em coletiva na noite desta quinta-feira (7). Porém, segundo ele, a autoridade não irá usar uma alta da Selic para controlar o câmbio.

"A política monetária é separada da política cambial, não há relação mecânica entre as duas. A política monetária olha para projeções, expectativas de inflação e balanço de riscos e não será usada para controlar taxa de câmbio", afirmou. Segundo ele, o "BC trabalha com serenidade para dar estabilidade financeira" e continuará atuando junto com o Tesouro de forma coordenada no mercado.

O presidente do BC disse que a autoridade monetária tem atuado para prover liquidez e continuará oferecendo contratos de swap. Ele destacou que o BC conta hoje com uma munição maior e vai oferecer US$ 20 bilhões em swaps até o fim da semana que vem, "sem prejuízo de atuações adicionais".

"Esse é seguro que contratamos no passado. Reduzimos o estoque de swaps quando estávamos no interregno benigno. Hoje estamos usando esse seguro e podemos ir além dos máximos históricos do passado", disse o presidente do BC. Além do swap, Ilan também citou outros instrumentos como leilões de linha.

Na coletiva, ele afirmou ainda que o "nervosismo faz parte do que o mercado está enfrentando" e que a depreciação do real tem sido reflexo de um cenário externo complicado. Para ele, houve uma mudança relevante no ambiente internacional e isso tem revertido o fluxo de capital para fora dos mercados emergentes.

Pouco antes da coletiva, o BC anunciou que voltará a realizar nesta sexta operações compromissadas com prazo de nove meses e com taxas pós-fixadas, em uma nova tentativa de amenizar a demanda do mercado por proteção no mercado de juros, fato que tem feito os DIs dispararem. O molde será o mesmo feito nesta quinta, com um lote de R$ 10 bilhões. O prazo mais tradicional é entre três e seis meses.

(Com Agência Estado)

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