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After Market: limite de capital estrangeiro em aéreas, Alckmin "reformista" e mais destaques

Confira as principais notícias da noite desta terça-feira (20)

Azul Linhas Aéreas
(Divulgação/Azul)

SÃO PAULO - O noticiário pós-fechamento da bolsa foi bastante agitado nesta terça-feira (20) principalmente no âmbito corporativo e político, com a confirmação de Geraldo Alckmin como pré-candidato à Presidência e a aprovação do pedido de urgência para para retirar o limite de capital estrangeiro nas companhias aéreas. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3)

A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil em fevereiro caiu 1% ante o mês anterior, na segunda queda mensal consecutiva, para 2,08 milhões de barris por dia.

A queda, segundo a petroleira, foi impulsionada por ocorrências operacionais nas plataformas P-18 e P-20, que operam no campo de Marlim, na Bacia de Campos, e no FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

Já a produção de gás natural em fevereiro, excluído o volume liquefeito, foi de 80,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 2,3% ante o mês anterior, em função do aumento da produção em campos do Amazonas devido ao término da manutenção no sistema de compressão. No exterior, a produção de petróleo foi de 61 mil bpd, em linha com o mês anterior, enquanto a produção de gás natural foi de 6,4 milhões de m³/d.

Companhias aéreas

A Câmara dos Deputados aprovou o pedido de urgência para retirar o limite de capital estrangeiro nas companhias aéreas. Em regime de urgência, o projeto pode ser incluído na ordem do dia da próxima sessão, ficando dispensado de tramitação em comissões e com emendas discutidas em plenário.

O Projeto de Lei 2724/2015 também transforma a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) em Agência Brasileira de Promoção do Turismo, mas mantém a nomenclatura, se transformando em uma empresa de serviço social autônomo.

Cosan (CSAN3)

A subsidiária Cosan Lubrificantes e Especialidades firmou um contrato com a ExxonMobil de produção, importação, distribuição e comercialização exclusiva de lubrificantes e especialidades da marca Mobil no Brasil,
Bolívia, Paraguai e Uruguai, pelo prazo de 20 anos, disse a Cosan em comunicado ao mercado.

CPFL Energia (CPFE3)

O Conselho da CPFL decidiu recomendar voto favorável para requerer à Aneel o agrupamento das concessões das distribuidoras RGE Sul e RGE em único contrato de concessão, sendo a RGE Sul a incorporadora e a RGE a incorporada, disse a empresa em fato relevante.

"Efetivação do agrupamento das concessões dependerá de autorização da Aneel, bem como de deliberação e aprovação pelos órgãos competentes da RGE Sul e da RGE", explicou a companhia.

Alckmin reformista

O PSDB oficializou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como pré-candidato à Presidência da República, nesta terça-feira (2). "Fizemos a reunião para um conjunto de deliberações e, esgotado o prazo para as prévias do partido, a Executiva deliberou que seremos o candidato com grande responsabilidade e enorme amor à causa pública, com compromisso com o Brasil", afirmou o tucano.

Após a reunião em Brasília, Alckmin falou com a imprensa e reforçou a necessidade de se "resolver o déficit fiscal rapidamente". Além disso, o atual governador já falou que, se eleito, irá propor três grandes reformas: Previdência, tributária e política. "Reforma tem que ser feita no primeiro ano de mandato", continuou.

O agora pré-candidato também defendeu que o governo faça investimentos em segurança pública. "Quero destacar que o governo federal tem o dever de enfrentar essa questão, que não é apenas de um estado. É de todo o país. Não é uma tarefa fácil. Mas com tecnologia, inteligência e informação, dá para a gente avançar muito", disse.

Prisão em segunda instância no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello deve apresentar uma questão de ordem na sessão de quarta-feira (21) do tribunal para que a presidente Cármen Lúcia paute imediatamente o debate sobre prisão após a condenação em segunda instância, informou a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo

De acordo com o jornal, a decisão foi tomada depois que a magistrada se mostrou inflexível na decisão de não pautar o tema, evitando inclusive discutir a questão com os colegas. Assim que Marco Aurélio levantar a questão de ordem, os outros ministros devem se pronunciar e fazer uma votação. Se o pedido for aprovado, ele será incluído na pauta da próxima sessão do Supremo.

Mais cedo, o próprio Marco Aurélio afirmou que foi cancelada uma reunião informal marcada para o fim da tarde e que trataria sobre este tema. Segundo o ministro, teria havido uma recusa de Cármen Lúcia em participar do encontro articulado pelo ministro decano Celso de Mello.

O caso tem voltado ao noticiário por conta da situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seria diretamente favorecido por uma revisão da decisão do STF. O petista já foi condenado e corre o risco de ser preso assim que os embargos que apresentou ao TRF-4 forem julgados, o que pode ocorrer na próxima semana. 

 

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