Em mercados

Abaixo de 7%? O que dizem os 4 economistas que agora esperam uma Selic ainda menor em 2017

Comportamento da inflação será chave para determinar o ritmo de cortes

Ilan Goldfajn
( José Cruz/ Agência Brasil)

SÃO PAULO - Seguindo com sua política monetária expansionista, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu na última quarta-feira (6) cortar a taxa básica de juros em 100 pontos-base, para 8,25% ao ano, levando ao menor nível desde maio de 2013. Em seu comunicado após a decisão, a autoridade monetária mostrou-se confortável com Selic a 7% no final do ano, fato que levou muitos economistas revisarem sua expectativa para os juros no final do ano.

A equipe de economistas do Credit Suisse, liderada por Nilson Teixeira, revisou sua expectativa para a Selic ao final de 2017 para 7%, alegando justamente a dinâmica favorável da inflação, o que gera maior tranquilidade para a autoridade monetária seguir com o compasso de cortes. Do lado dos riscos, o time ressalta a necessidade da aprovação das reformas e dos ajustes fiscais, que podem reverter essa tendência de flexibilização do Copom.  

Assim como o Credit Suisse, Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, também revisou sua expectativa para a Selic ao final de 2017 de 7,25% para 7%, destacando o bom comportamento dos preços. Apesar disso, Mesquita ressaltou que o Copom preparou o terreno para reduzir moderadamente o ritmo de flexibilização, movimento que vai depender da recuperação da economia e da inflação.

Selic abaixo de 7%?
A equipe de economistas do Radobank reduziu sua estimativa para o final do ano de 7,50% para 7%, mas não descarta que o juro fique abaixo do último patamar caso sejam aprovadas reformas fiscais mais abrangentes, como a reforma da Previdência.

No mesmo tom, Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, afirmou que entrevista à Bloomberg que há espaço para a Selic ir um pouco mais abaixo de 7%, em vista da inflação ainda bastante comportada. Pelas contas de Kawall, o Copom deve iniciar o próximo ano com corte de 50 pontos-base e levar a Selic em 6,5% em 2018.

 

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