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Em mercados

Após elevar juros em 25 pontos, Yellen anuncia redução nos balanços

"Em comparação com as projeções de março, o andamento médio para a taxa de juros dos federal funds está inalterado", afirmou a chair do Fed

Janet Yellen
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Após o Federal Reserve confirmar as expectativas do mercado e elevar a taxa de juros norte-americana em 25 pontos-base, a chairwoman Janet Yellen disse que a decisão segue os princípios de normalização da política monetária local e que as linhas gerais da economia continuam a apontar para fundamentos sólidos. Ela destacou o desemprego próximo do nível máximo de estabilidade e o monitoramento atento do Fed à evolução dos preços ao consumidor. As expectativas da autoridade monetária são de que a inflação suba e se estabilize em 2%.

"Em comparação com as projeções de março, o andamento médio para a taxa de juros dos federal funds está inalterado. Como sempre, o cenário econômico é altamente incerto, e os membros irão ajustar suas avaliações sobre o ritmo apropriado para a taxa de juros e responder às mudanças em suas perspectivas acerca da economia em termos de riscos aos seus cenários", afirmou.

Além de apontar para uma normalização na política monetária, o Federal Reserve prometeu reduzir gradualmente seu balanço de pagamentos de US$ 4,5 trilhões neste ano. A ideia é começar com uma abordagem cautelosa, de US$ 6 bilhões mensais em vendas de títulos públicos e US$ 4 bilhões em papéis lastreados em hipotecas, a ser ampliada com o tempo. O movimento será uma reversão do que foi feito na época do mais agudo momento da crise, quando o Fed atuou na direção da compra de ativos.

No mesmo sentido, a comandante da autoridade monetária norte-americana reconheceu um elefante na sala representado pela disparada do mercado acionário local, o que contradiz a tendência natural de aperto nas condições financeiras na medida em que ocorrem elevações na taxa de juros.

"O balanço de pagamentos não se destina a ser uma ferramenta ativa de política monetária em tempos normais. Contudo, o comitê estaria preparado para retomar reinvestimentos se um cenário de deterioração das perspectivas econômicas garantisse uma redução na taxa de juros dos fundos", explicou Yellen.

"De modo mais geral, o comitê estaria preparado para usar seus instrumentos de total alcance, incluindo alteração no tamanho e composição do balanço de pagamentos. Se as futuras condições da economia garantirem uma política monetária mais acomodatícia, então pode ser atingida somente reduzindo a taxa de juros dos fed funds", complementou.

Quando perguntada se a política de Quantitative Easing -- isto é, a expressiva compra de títulos públicos pelo Federal Reserve -- funcionou, a chairwoman respondeu afirmativamente, chamando atenção para os esforços em reduzir a pressão nas taxas de juros de longo prazo. "Acho que aprendemos que ele funciona, é uma parte valiosa do kit de ferramentas", afirmou. Para Yellen, se o Fed se deparar com um cenário de extrema fragilidade econômica, sua primeira arma seria a taxa de juros, mas, caso não funcione, o QE poderia ser implementado.

Futuro no Fed
Questionada na coletiva sobre a possibilidade de um segundo mandato e se estaria interessada, a chairwoman do Federal Reserve disse estar inteiramente comprometida em servir todo seu primeiro mandato mas que não houve tratativas com o presidente Donald Trump acerca de uma continuidade. Ela evitou falar sobre sua disposição ou não em aceitar eventual convite.

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