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Esqueça o minério a US$ 90: China vai crescer só 4% ao ano até 2020, mesmo que PIB oficial seja de 6%

Roberto Dumas Damas, professor do Insper, discute aspectos econômicos e geopolíticos da China e os reflexos globais para os próximos anos

SÃO PAULO - A transição do modelo de crescimento da China, de forte produção industrial via investimentos do governo para o foco no consumo do mercado doméstico, resultará numa desaceleração mais forte que a projetada pelo mercado. Para Roberto Dumas Damas, professor do Insper e especialista em China, o ritmo de crescimento da atividade econômica do país asiático vai desacelerar para a casa de 4% nos próximos quatro anos, mesmo que os números oficiais do PIB sigam sinalizando taxas da ordem de 6%. 

No cenário traçado no Visão Macro desta quinta-feira, Damas projeta os preços das commodities metálicas não se sustentará no atual patamar. Ele, no entanto, descarta a possibilidade de uma crise financeira, como a de 2008, mas alerta para as consequências do adiamento das mudanças estruturais necessárias por lá.

No segundo bloco, o especialista em China analisa quais devem ser as principais alterações nos aspectos geopolíticos globais com Donald Trump na presidência dos EUA. O fim da TPP (Parceria Transpacífico) deixará os países asiáticos mais expostos à China e, com sua posição hegemônica consolidada no continente, os líderes dos país comunistas terão condições também de expandir sua influência global sobre a África e a América Latina, incluindo o Brasil.

Este programa foi transmitido ao vivo na quinta-feira (23), às 14h, e será reprisado na quarta-feira, 1º de março, às 14h.

 

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