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"Estamos do lado de nossos parceiros e aliados", diz Obama sobre Crimeia em discurso

Mais cedo, o presidente ordenou o congelamento dos ativos dentro dos EUA e a proibição de viajar em seu país àqueles taxados como envolvidos por ameaçar a soberania ucraniana

Obama fala sobre a economia - 01/03/13
(Kevin Lamarque/Reuters)

SÃO PAULO - Em discurso curto realizado na tarde desta quinta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o referendo da Crimeia vai contra as leis internacionais, respondendo as tensões recentes na Ucrânia e manifestando mais clara oposição às intervenções russas nos acontecimentos locais. A fala do líder da maior economia do mundo condiz com as percepções das autoridades ucranianas, que também veem inconstitucionalidade na decisão.

"Hoje, o mundo pode ver que os EUA estão unidos com seus parceiros e aliados" no sentido de confirmar o cumprimento das normas estabelecidas pela legislação internacional, afirmou Obama ao povo americano.

Mais cedo, o presidente americano ordenou o congelamento dos ativos dentro da economia americana e a proibição de viajar nos EUA daqueles taxados por ele como envolvidos por ameaçar a soberania e integridade territorial da Ucrânia. 

Nesta manhã, cidadãos de Simferopol, capital da Crimeia, comemoraram a decisão do Parlamento da república autônoma de anexar a península à Rússia e a convocação de um referendo para confirmar a medida. O governo ucraniano já afirmou considerar a decisão anunciada na região de população majoritariamente russa inconstitucional.

Vale lembrar que a região é, até então, aliada oficial dos EUA e países europeus. No entanto, as aproximações com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, podem mudar todo o xadrez político da Crimeia, tendo em vista as oposições vistas entre Washington e Moscou. O estopim para os confrontos ucranianos se referem à possibilidade de o país ingressar na União Europeia e reduzir sua dependência política e econômica com a economia russa - com quem tem sua maior parceiria comercial.

 

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