Em mercados

Mercados mostram indefinição após estímulo inesperado no Japão

Banco central do país eleva compra de títulos em cerca de US$ 127 bilhões; analista acredita em fim de movimento de realização de lucros

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Depois dos bancos centrais dos EUA e da Europa agirem para tentar reanimar a economia global, foi a vez do Japão também surpreender o mercado e anunciar uma compra de ativos maior que a esperada por analistas. Entretanto, o impacto nos mercados é distinto: enquanto os contratos futuros norte-americanos sugerem que as bolsas abrirão o dia em alta, no Velho Continente a trajetória é de queda. 

Por sua vez, na Ásia os principais índices acionários do Japão e da China encerraram o dia com ganhos acima de 1%. O BoJ (Bank of Japan) anunciou nesta manhã um aumento de ¥ 10 trilhões (cerca de US$ 127 bilhões) em seu programa de compra de títulos, que perdurará até o fim de 2013. "Basicamente, o BoJ não tem outra opção que o alívio monetário se quiser evitar uma nova pressão sobre o iene", escreve em relatório Arne Lohmann Rasmussen, analista-chefe do Danske Research.

Dessa forma, a analista do Danske acredita que o período de realização de lucros que se via nesta semana irá chegar ao fim. O reflexo do estímulo japonês já pode ser visto em alguns mercados, uma vez que o contrato futuro do ouro, com entrega para dezembro, alcançou sua máxima desde fevereiro neste pregão. Outros metais, como cobre e prata, também atingem valores que não eram vistos desde os primeiros meses do ano.

Europa continua a atrair atenção
Na Europa, os investidores continuam de olho na Espanha. Por lá o primeiro-ministro Mariano Rajoy voltou a defender que o compromisso de seu governo é reduzir o déficit orçamentário, já que sem isso o país não conseguirá continuar a se financiar.

Já no Reino Unido a minuta da última reunião do BoE (Bank of England) revelou que todos os membros votarão pela manutenção do programa de compra de ativos em £ 375 bilhões, assim como pela manutenção da taxa de juros em 0,5% ao ano. Apesar disso, alguns membros afirmaram que provavelmente mais estímulos serão necessários no futuro.

Agenda focada nos EUA
Para o restante da sessão, o mercado ainda aguarda alguns indicadores econômicos nos EUA. Por lá serão anunciados uma série de dados sobre o mercado imobiliário, com números sobre a venda de casas já existentes, além do número sobre novas construções e sobre permissões. Todos os dados são referentes a agosto e serão revelados ainda durante a manhã.

Por aqui a agenda de indicadores traz somente os números do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor). Já nesta noite será divulgada, na China, a sondagem industrial, em pesquisa realizada pelo HSBC.

 

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