Em mercados

Ibovespa abre em campo positivo e ruma para terceiro pregão em alta

Ata da última reunião do Copom chama atenção no mercado nacional; lá fora, balanços e dados dos EUA são destaques

compra e venda de ações - bolsa - mercado financeiro
(Getty Images)

SÃO PAULO - Em linha com o otimismo internacional, a bolsa brasileira abre em terreno positivo nesta quinta-feira (19) e caminha para a terceira alta consecutiva. Por volta de 10h20, o Ibovespa subia 0,79% para 55.014 pontos.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Gafisa  (GFSA3, R$ 2,51, +2,87%),  MRV (MRVE3, R$ 10,80, +2,27%),  GOL (GOLL4, R$ 9,10, +2,25%), Banco do Brasil  (BBAS3, R$ 19,89, +2,16%) e LLX (LLXL3, R$ 2,46, +2,07%).

Com isso, o benchmark repete o movimento do último pregão, quando fechou em alta de 1,25% aos 54.583 pontos, impulsionado pela publicação do Livro Bege nos EUA. No ano, o principal índice da bolsa brasileira ainda acumula perdas de 3,83%.

Front doméstico
Por aqui, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) centra as atenções dos investidores. Na ocasião, o Comitê do Banco Central optou por reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual, para 8% ao ano. No documento, a autoridade monetária indicou que o processo de redução dos juros, iniciado em agosto do ano passado, deverá ter prosseguimento. O próximo encontro do Copom está marcado para o fim de agosto.

Inflação
A agenda econômica nacional também reserva a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador acelerou para 1,11% neste medição, ante alta de 0,63% do mesmo período de junho. 

Cenário internacional
Lá fora, o bom humor dos investidores tem sustento nas novas safras de balanços corporativos nos Estados Unidos e na Europa, que trouxeram números melhores dos previstos pelo mercado.

Na Europa, o mercado de dívida também chama atenção, depois de um leilão de títulos do governo da Espanha. O Tesouro do país vendeu € 2,98 bilhões em dívida para 2014, 2017 e 2019. O montante ficou pouco abaixo da meta prevista, de € 3 bilhões. 

Agenda dos EUA
Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores econômicos também tem peso sobre os negócios. Por lá, os pedidos de auxílio-desemprego vieram piores do que o previsto. Na semana finalizada em 13 de julho, foram observados 386 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 365 mil solicitações. 

Mais tarde, às 11h00, está prevista a publicação do índice da atividade industrial da região da Filadélfia e o de vendas de imóveis usados dos EUA. Também será publicado o Leading Indicators, que usa 10 índices para resumir a situação da economia norte-americana e serve como prévia para o desempenho futuro.

 

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