Em mercados

Puxado pela Petro, Ibovespa abre em alta e tenta barrar 5ª queda seguida

Ações da estatal sobem mais de 4% com novo reajuste no diesel; possíveis novos estímulos na China também animam o mercado

quadro de cotações - bolsa de valores - ações
(Getty Images)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue o bom humor externo e tem um início positivo no pregão desta sexta-feira (13), embalado pela forte alta das ações da Petrobras (PETR3, PETR4), que sobem com a notícia do novo reajuste no diesel anunciado na véspera. Além disso, a expectativa de que a China adote medidas adicionais de estímulo, depois que os novos indicadores sobre o país voltaram a mostrar arrefecimento econômico, também anima o mercado. 

Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o índice mostrava avanço de 1,03% aos 53.971 pontos. As ações ON e PN da Petrobras, que juntas respondem por cerca de 10% do Ibovespa, apresentavam valorização entre 4,5% e 5,0% nesse mesmo horário. A única ação a subir mais do que elas neste horário era a da B2W (BTOW3, R$ 6,31, +5,17%).

Dados da China
O PIB (Produto Interno Bruto) do gigante asiático expandiu 7,6% entre abril e junho na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número veio em linha com o esperado, mas marcou o sexto trimestre de desaceleração, para o ritmo mais lento em mais de três anos.

A produção industrial do país subiu 9,5% em junho ante o ano anterior, ligeiramente menor do que a expansão de 9,6% em maio e também abaixo da previsão dos economistas, que esperavam um aumento médio de 9,8%. Já as vendas no varejo em junho subiram 13,7% na comparação com o ano anterior, ante 13,8% em maio.

Agenda dos EUA
Com os dados da China em mãos, os investidores também repercutem indicadores sobre a economia dos Estados Unidos, uma vez que a agenda brasileira não reserva números relevantes.

Por lá, o PPI (Índice de Preços ao Produtor) subiu 0,1% em junho, após recuar 1% em maio. O consenso do mercado para o mês passado era de declínio de 0,6%. A agenda dos EUA também conta com a leitura preliminar do sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan.

Leilão italiano
No continente europeu, o Tesouro da Itália vendeu € 3,5 bilhões, o montante máximo previsto, na oferta de uma nova linha de dívida com vencimento em três anos. O governo pagou um rendimento médio de 4,65%, taxa comparável com os 5,3% do leilão, com maturidade semelhando, realizado há um mês.

O Tesouro italiano colocou ainda € 1,75 bilhão em bônus a 7, 10 e 11 anos. Com isso, ao todo foram colocados € 5,25 bilhões em títulos públicos. A emissão acontece poucas horas depois que a agência de classificação de risco de crédito Moody's cortou o rating de crédito do país de A3 para Baa2 e manteve a perspectiva negativa.

 

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