Em mercados

Copom segue o consenso e corta a Selic em 75 pontos-base, para 9% ao ano

Taxa de juro chega ao menor patamar desde março de 2010, mas Brasil ainda ocupa o segundo lugar no ranking de juros nominais

SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu por unanimidade, no encontro encerrado nesta quarta-feira (18), por uma redução de 0,75 ponto percentual na Selic, que passa de 9,75% para 9% ao ano. A decisão foi em linha com o consenso de mercado, que previa um corte na mesma proporção. 

A redução da taxa básica de juro é parte de uma estratégia adotada pelo governo para proteger a economia doméstica da crise financeira internacional, que ameaça o consumo e o crescimento da indústria local. A desaceleração da economia da China e o crescimento ainda em ritmo fraco da atividade econômica brasileira também foram fatores determinantes para o ajuste para baixo na taxa de juro. 

Esta é a sexta vez que a taxa básica de juro foi reduzida durante o governo da presidente Dilma Rousseff, chegando ao menor patamar desde março de 2010, quando chegou a 8,75% ao ano. Desde agosto de 2011, a Selic já caiu 350 pontos-base.

Mesmo com o ajuste da Selic, o Brasil mantém a segunda posição do ranking de juros nominais, de acordo com estudo preparado pelo analista econômico da Cruzeiro do Sul Corretora/Apregoa.com, Jason Vieira, em parceria com o analista de mercado financeiro da Weisul Agrícola, Thiago Davino, envolvendo 40 países. O Brasil só perde para a Venezuela, onde a taxa de juros nominal está em 15,65% ao ano.

Confira o comunicado oficial:

"O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária.

 Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9,00% a.a., sem viés".


 

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