Em mercados

PMI da Zona do Euro cai pelo terceiro mês consecutivo para 47,7 pontos

Produção industrial contraiu em toda a região pela primeira vez em três meses; Grécia caiu a taxas menores em março

SÃO PAULO - Em março, o PMI (Purchasing Managers' Index) de manufatura da Zona do Euro apontou queda pelo terceiro mês consecutivo, ficando em 47,7 pontos, segundo o Markit Economics, confirmando os números prévios. Em fevereiro, o indicador foi de 49,0 pontos, indicando que a produção industrial contraiu em toda a região pela primeira vez em três meses, como queda no ingresso de novas encomendas a um ritmo acelerado.

Por sua vez, o PMI alemão caiu para abaixo da marca dos 50 pontos pela primeira vez em 2012, enquanto que a produção francesa contraiu no ritmo mais acentuado desde junho de 2009. Entre os pontos positivos, estão as modestas melhoras nas condições de negócios na Irlanda e na Áustria e uma taxa de declínio mais fraca na Grécia, embora o último dado de fevereiro tivesse apontado uma baixa recorde.

Empregos
Ainda na Zona Euro, o emprego industrial caiu pelo segundo mês consecutivo, com o ritmo de perda mais elevado dos últimos dois anos. Cortes da folha de pagamento foram registrados na França, Itália, Espanha e Grécia, com os produtores franceses reportando números menores de pessoal pela primeira vez em quatro meses. Igualmente preocupante foi o maior abrandamento no crescimento dos empregos na Alemanha para quase estagnação, registrando o menor ganho de postos de trabalho em dois anos.

"Os fabricantes da Zona Euro sofreram um março miserável, com uma nova desaceleração na produção, acabando com os ganhos marginais vistos nos dois primeiros meses do ano. As perspectivas para abril também são pobres, com as empresas apresentando índices mais acentuados de declínio para novos pedidos e os postos de trabalho”, diz Chris Williamson, economista-chefe da Markit.

Segundo ele, ao mesmo tempo, as empresas viram seus custos de produção aumentarem consideravelmente, principalmente como resultado dos preços elevados do petróleo.

“Um número crescente de empresas, portanto, recorreu à redução do emprego para controlar os custos, ou seja, o emprego caiu à taxa mais rápida em dois anos. Assim, é possível que a indústria transformadora tenha agido como um entrave ao crescimento econômico na Zona do Euro no primeiro trimestre, caindo em menor grau do que no último trimestre do ano passado, mas, no entanto, sem impedir que a economia caminhe de volta à recessão”, completa Williamson.

 

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