Em mercados

Dólar volta a subir e chega a R$ 1,789, em meio ao aumento da aversão ao risco

Além do cenário externo difícil, repercute o novo corte na Selic na noite anterior, o que reduz atratividade da renda fixa nacional

SÃO PAULO – Consolidando os ganhos durante a tarde, o dólar comercial fechou em alta de 0,74% nesta quinta-feira (20), fechando cotado a R$ 1,789 na venda. Essa valorização foi impulsionada pelo sentimento de aversão ao risco, que tende a prejudicar investimentos mais arriscados, como o mercado acionário, favorecendo investimentos tidos como mais seguros, como a moeda norte-americana.

Além disso, os investidores também avaliam o novo corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros, anunciada na noite anterior, que embora amplamente esperado pelo mercado, reduz a atratividade da renda fixa brasileira, reduzindo o fluxo de divisas estrangeiras para o País. Ainda por aqui, o mercado esteve atento para a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou 0,42% de inflação, entre o 15º dia de setembro e o 15º de outubro.

Europa em foco
A Europa seguiu no radar, uma vez que eram esperadas definições para uma nova reunião entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Eles pretendem delinear os pontos do plano a ser apresentado na reunião de cúpula da União Europeia, no domingo (23), em Bruxelas, com uma possível expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) como forma de combater a crise que se estende pelo continente.

Na véspera, a agencia Moody's anunciou o rebaixamento do rating de cinco bancos espanhóis e vários governos regionais, seguindo o rebaixamento da nota da Espanha de Aa2 para A1. Por fim, o parlamento grego anunciou próximo do fechamento do mercado brasileiro a aprovação final de suas  novas medidas de austeridades fiscais, prevendo mais cortes de gastos e aumentos de impostos.

Agenda norte-americana
Na agenda econômica norte-americana desta sessão, o Initial Claims mostrou um número de pedidos de auxílio-desemprego em linha com o esperado na última semana. Já o Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, registrou variação positiva de 0,2% no mês de setembro, levemente abaixo do esperado.

Ademais, o Existing Home Sales, índice é responsável por medir as vendas de casas usadas no país, que marcou 4,91 milhões de vendas, bem em linha com o esperado. Por fim, o Fed divulgou o Philadelphia Fed Index surpreendeu o mercado ao mostrar que a atividade industrial na região marcou 8,7 pontos positivos no período, enquanto era esperado 8,8 pontos negativos.

Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7870 na compra e R$ 1,7890 na venda, alta de 0,74% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 4,92% em outubro, frente à alta de 18,11% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,37%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro segue o dia cotado a R$ 1,794, alta em relação ao fechamento de R$ 1,780 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em dezembro também opera em alta, atingindo R$ 1,807 frente à R$ 1,794 do fechamento da sessão anterior. 

Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,7826 na venda, alta de 1,26%.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7848000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,39 para dezembro de 2011, 0,04 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.

 

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