Em mercados

Ibovespa acompanha mercados externos e inicia pregão em queda

Incertezas com economia internacional permanecem; inflação na Europa avança e renda dos consumidores dos EUA cai

SÃO PAULO - O Ibovespa, assim como os mercados internacionais, registra queda nos minutos iniciais do pregão desta sexta-feira (30), ao recuar 1,37%, aos 52.654 pontos.

O cenário externo continua em foco, uma vez que as incertezas com relação ao crescimento econômico ao redor do mundo permanece, assim como a crise da dívida soberana na Europa, onde a Troika continua a analisar as contas da Grécia para avaliar se o país poderá receber o empréstimo que evitará um default em meados de outubro ou não.

Enquanto isso, investidores avaliam alguns indicadores econômicos divulgados nos EUA, como o avanço de 0,2% nos gastos dos consumidores em setembro, conforme as expectativas, ao passo que a renda frustrou as projeções e mostrou queda de 0,1%. Já o núcleo do PCE atingiu alta de 0,1% em agosto, inferior às projeções de 0,2%.

Por outro lado, na Europa as projeções iniciais para a inflação de setembro indicam que esta atingiu a maior alta em cerca de três anos ao alcançar os 3,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que reforça a ideia de que o BCE (Banco Central Europeu) não deverá reduzir os juros na próxima reunião.

Ações
Os papéis que se destacam na ponta negativa do Ibovespa são os ordinários da MMX Mineração (MMXM3, R$ 7,05, -2,76%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 11,84, -2,07%), preferenciais da TAM (TAMM4, R$ 29,39, -2,03%), da Usiminas (USIM5, R$ 10,68, -2,02%) e do Bradespar (BRAP4, R$ 33,19, -2,01%). 

Análises
"Nessa sexta-feira devemos seguir na mesma toada dos últimos pregões, com grande volatilidade no intraday e basicamente seguindo a tendência dos mercados externos, que têm sido direcionados pelo fluxo de notícias de Europa", afirma a Planner Corretora em relatório.

Nesse cenário, o analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, ressalta que o benchmark da bolsa continua com sinais de indefinição e volatilidade entre a resistência de 55.100 pontos e os suportes em 52.300 e 51.900 pontos. "Apenas com um novo rompimento teremos algum sinal da força atuante no curto prazo", revela.

Atividade industrial chinesa em ligeiro recuo
Por outro lado, os números finais do PMI (Purchasing Manager's Index) da China revelam uma ligeira retração na atividade industrial do país, aos 49,9 pontos. Tal valor indica que o aperto monetário continuará a pressionar o setor nos próximos meses, mas que não há motivo para preocupações sobre uma desaceleração muito forte, ressalta o economista-chefe da área de research do HSBC na Ásia, Hongbin Qu.

Por aqui, o índice de confiança da indústria marcou recuo de 1,6% entre agosto e setembro, conforme dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, ao passo que o mercado ainda aguarda pela nota de política fiscal, a ser publicada pelo Banco Central ainda nesta manhã.

 

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