Em mercados

Risco-País recua 5 pontos-base com elevação da meta do superávit primário

Referências externas, como a fusão de dois bancos gregos, também colaboraram para bom humor no mercado

SÃO PAULO - O indicador de risco-País recuou 5 pontos-base nessa segunda-feira (29), alcançando 198 pontos. Esse movimento refletiu a tendência do mercado positiva nessa sessão, após boas notícias tranquilizarem os mercados, tanto nacionalmente, com a elevação da meta do superávit primário, quanto internacionalmente, como a fusão de bancos gregos. 

Por aqui, destaque para a elevação da meta de superávit primário anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Agora o objetivo do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é de alcançar os R$ 90,8 bilhões este ano.

Outro evento doméstico que movimentou os investidores foi a proximidade da proxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e a percepção dos investidores de que a Selic pode vir a ser cortada nesse encontro. Por fim, os investidores também digeriram as novas projeções do relatório Focus, mostrando mais uma vez uma queda na estimativa de crescimento da economia brasileira. 

Referências internacionais
O front externo também teve bastante relevância no rumo dos negócios. O mercado viu com bons olhos a fusão dos bancos gregos Alpha Bank e Eurobank, sinalizando a consolidação do setor bancário no país mais afetado pela crise da dívida soberana na Europa.

Nos EUA, o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) ficou em linha com as estimativas do mercado no mês de julho, enquando o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, decepcionou o mercado. Contudo, o Personal Spending, referente aos gastos dos consumidores do país com bens e serviços, avançou mais do que o esperado. Ainda por lá, o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA veio em linha com as expectativas no mês de junho.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,01% na noite desta segunda-feira, cotado a 137,28 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 198 pontos base. 

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.

 

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