Em mercados

Ibovespa inicia pregão em alta, impulsionado por dados econômicos nos EUA

Após decepção com dados na quarta-feira, números sobre mercados imobiliário e de trabalho norte-americanos surpreendem

SÃO PAULO – O Ibovespa registra um movimento positivo nos minutos iniciais de negociações do pregão desta quinta-feira (16), em alta de 0,31%, aos 61.795 pontos, após alguns dados positivos no cenário norte-americano, ao contrário do que ocorreu na véspera, quando os dados por lá pressionaram e o índice Bovespa recuou 0,97%.

Nos EUA, os indicadores econômicos superaram as projeções, com 414 mil pedidos de auxílio desemprego na última semana, inferior às projeções de 421 mil. Além do mais, o número de imóveis em fase inicial de construção em maio totalizou 560 mil, superando em 20 mil as previsões, ao passo que as autorizações para novas construções foi de 612 mil, número também maior que os 548 mil previstos.

Por fim, com um valor negativo de US$ 119,3 bilhões, o déficit em conta corrente norte-americano para o primeiro trimestre do ano foi menor que os US$ 130,0 bilhões que eram esperados pelo mercado. Para o restante do pregão, os investidores aguardam os dados sobre a atividade industrial da região da Filadélfia neste mês.

Ações
Entre os papéis que chamam a atenção nesta manhã pelas maiores variações positivas do Ibovespa constam os ordinários da Usiminas (USIM3, R$ 21,22, +1,19%), preferenciais do Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 67,33, +1,10%), ordinários da Brookfield (BISA3, R$ 7,85, +0,90%), da Telemar (TNLP3, R$ 27,59, +0,88%) e ordinários da BM&F Bovespa (BVMF3, R$ 10,77, +0,84%).

Análises
O Ibovespa apenas retomará algum sinal de alta se superar a marca dos 62.800 pontos e, principalmente, os 63.800 pontos, escreve o analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila. "O Ibovespa segue em movimento de baixa, testando o fundo imediato, em 61.600 pontos. Caso perca este patamar terá objetivo na faixa de 60.800/60.000 mil pontos", indica em relatório.

Enquanto isso, a equipe da InterBolsa alerta novamente para a situação fiscal da Grécia. "Tensão continua elevada nos mercados com a situação cada vez pior da Grécia", revela, ao chamar a atenção para o fato de que a oposição do país não aprova o pacote de austeridade fiscal por conta de seus custos sociais e políticos.

Grécia
Na Europa, os principais índices acionários registram queda, já que os investidores avaliam negativamente a possibilidade de um calote da Grécia, cujo primeiro-ministro, George Papandreou, revelou em discurso na televisão nesta quinta-feira que formará um novo governo e pedirá um voto de confiança junto ao parlamento, ao passo que os protestos populares contra as medidas de austeridade fiscal continuam em curso. 

Além do mais, os investidores aguardam por mais dados econômicos nos EUA, após alguns números decepcionantes na véspera. Nesta quinta, o anúncio contemplará números quanto aos pedidos de auxílio desemprego em junho, bem como o saldo da conta corrente para o primeiro trimestre, o número de casas em início de construção e imóveis com autorizações concedidas para o início de obras, além de números sobre a atividade industrial da região da Filadélfia.

Ajuste "gradual" da taxa de juro
Além disso, no front doméstico os investidores avaliam a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), a qual destacou um processo de ajuste “gradual” da política monetária brasileira, após a elevação de 25 pontos base na última reunião, realizada na semana passada.

O documento também reforçou que “a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012”. Por fim, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) divulgado nesta quinta-feira mostrou uma retração de 0,34 ponto percentual na alta dos preços na segunda semana de junho, a 0,02%.

 

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