Desempenho semanal

Na semana, Ibovespa tem V-Agro na ponta positiva e Eletrobras na negativa

Ações da elétrica despencam com novas regras em MP; papéis da V-Agro sobem influenciados por notícia de emissão de ativos

SÃO PAULO – Os papéis da Eletrobras (ELET6) lideraram a ponta vendedora do Ibovespa nesta semana após a empresa apresentar queda acima do esperado no lucro trimestral. Já os papéis da Vanguarda Agro (VAGR3) registraram a maior alta no período, depois de ser divulgada uma proposta de emissão em ações em uma oferta privada.

Os papéis da V-Agro ganharam 8,57%, para R$ 0,38. Depois essa alta na semana, os ativos da companhia acumulam avanço de 18,75% no ano, ante queda de 36,67% no saldo dos últimos 365 dias.

Com esses ganhos, a companhia de agronegócio chegou a um valor de mercado de R$ 881 milhões – a única empresa do Ibovespa que vale menos de R$ 1 bilhão. Os papéis disparam após uma proposta de emissão de R$ 350 milhões de reais em ações em uma oferta privada.

A companhia pretende excluir os dispositivos que proíbem a dispersão acionário e pretendem incluir o fundo Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, no bloco de controle. O fundo deverá ser um dos principais acionistas, com no mínimo 5,74% das ações ordinárias e no máximo 14,34%. O Gávea deverá ter a autorização para eleger um membro para o conselho de administração da companhia.

Eletrobras desaba
As ações da Eletrobras retrocederam depois da expectativa de que a empresa possa precisar de aporte governamental após a MP 579, que mudou as regras para concessões do setor elétrico. Em encontro com investidores na última quarta-feira (7), o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Mauricio Tolmasquim, admitiu a possibilidade do Tesouro Nacional precisar socorrer a estatal.

A companhia corre ainda o risco de ter sua nota rebaixada pela agência de classificação de risco Fitch. Em relatório, a agência apontou que sem a ajuda governamental as finanças da Eletrobras sofrerão forte abalo, o que pode resultar em um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próximo de zero ou até mesmo negativo.

“Um apoio direto significativo do governo na forma de aportes de capital e acesso a financiamentos por meio de bancos de fomento vão desempenhar um papel importante na mitigação do risco”, ressaltam os analistas da Fitch.