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Mudanças para a Petrobras no pré-sal, 4 small caps e mais 13 notícias agitam 4ª

Nos destaques, passa a tramitar em regime de urgência o projeto que libera a Petrobras da função de operadora única no pré-sal e desobriga a estatal da participação mínima de 30% dos blocos licitados

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SÃO PAULO – Após uma terça-feira de alta na Bolsa, com o principal índice subindo 1,06%, o noticiário segue movimentado nesta quarta-feira. Nos destaques, passa a tramitar em regime de urgência o projeto que libera a Petrobras (PETR3PETR4) da função de operadora única no pré-sal e desobriga a estatal da participação mínima de 30% dos blocos licitados (PLS 131/2015).

O requerimento de urgência foi aprovado pelo Plenário do Senado na terça-feira. O texto só deve ser votado após a realização de uma sessão temática marcada para o dia 30 de junho. Tanto o requerimento quanto o projeto são do senador José Serra (PSDB-SP). O assunto, polêmico, já havia sido tema de muita discussão entre os senadores na última semana. 

Conforme destacaram fontes à agência Bloomberg, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, defende que a empresa tenha o direito, e não a obrigação, de operar os campos do pré-sal.

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Itaú Unibanco
O cenário econômico atual é “desafiador”, segundo o diretor de Relações com Investidores do Itaú (ITUB4), Marcelo Kopel. Diante das dificuldades, o banco aposta que a inadimplência marcará o ano de 2015, inclusive entre as grandes empresas. Apesar de prever que o restante do ano será melhor do que foi o primeiro trimestre, o Itaú mantém no radar o risco do “calote”. Para se precaver, aumentou a reserva com perdas duvidosas, o que deverá ter efeito direto sobre o spread do banco. 

A avaliação de Kopel é que a inadimplência não é exclusividade de segmentos isolados da economia, como poderia ser o caso do setor de petróleo e gás natural, atingido pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. As dificuldades econômicas afetam diversos segmentos, de acordo com Kopel. Por isso, o Itaú continuará, nos próximos meses, revendo a classificação do risco dos seus grandes clientes, de diversas áreas, trabalho já iniciado no primeiro trimestre.

Guararapes
A queda de 3,5% em abril nas vendas no varejo, em comparação a abril de 2014 foi puxada, segundo o IBGE, pelo recuo de 16% de móveis e eletrodomésticos.

Contudo, de acordo com a coluna de Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, há sinais de que em outros setores a coisa não vai tão mal. Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, controlada pela Guararapes (GUAR4), diz que as vendas do grupo subiram 20% este ano.

Copel
A Copel (CPLE6) comunicou na noite de ontem que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou hoje o reajuste tarifário da Copel Distribuição com efeito médio de 15,32% a ser percebido pelos consumidores cativos.

Segundo a companhia, o reajuste será aplicado integralmente a partir de 24 de junho deste ano.

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Eletrobras
O Grupo Eletrobras (ELET3ELET6) está em vias de ter uma nova diretoria definida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que a atual direção da estatal tinha até abril para ser reconduzida pelo ministro, mas a recondução não saiu. Por conta disso, atualmente toda a diretoria do grupo tem trabalhado apoiada em prorrogação de mandato. Segundo uma fonte da Eletrobras, as sinalizações dadas até agora são de que Braga deverá trocar o comando e colocar indicados de sua confiança.

Há mais de quatro anos a Eletrobras é presidida por José da Costa Carvalho Neto, que já comandou a Cemig e passou por empresas privadas do setor elétrico. Na atual diretoria de geração está Valter Cardeal, amigo da presidente Dilma Rousseff e nome de peso na condução dos principais projetos hidrelétricos do País, como a construção da Hidrelétrica de Belo Monte e o projeto para a usina de São Luiz do Tapajós.

Siderúrgicas
Segundo informações do jornal Valor Econômico, em meio a uma crise profunda, a maior desde 2009, o setor de siderurgia já computa 11,2 mil demissões de funcionários desde junho de 2014, enquanto 1,4 mil trabalhadores entraram em regime de layoff (suspensão temporária dos contratos de trabalho). A Usiminas (USIM5) desativou dois de seus alto-fornos no início do mês. A estimativa é que sejam cortados mais 4 mil postos de trabalho do setor nos próximos meses se a situação de fraca demanda persistir. 

Eneva
A Eneva (ENEV3) informou que um credor não apoiou a postergação de dívidas de Parnaíba II vencidas em 15 de junho. Em comunicado, a empresa disse que continua em entendimentos com credores financeiros de Parnaíba II para equacionar a situação.  

Brasil Insurance
A Brasil Insurance (BRIN3) comunicou que Edgar Rafael Safdié e o fundo de investimentos Siwa, administrado pela Concórdia Corretora aumentaram sua participação para 15,44% das ações emitidas pela empresa, fatia que corresponde a 15.874.200 ações ordinárias. 

Oi
A Superintendência do Cade decide arquivar inquérito administrativo contra a Oi (OIBR4), segundo despacho publicado no Diário Oficial.

O inquérito visava investigar se a Oi praticou atos que pudessem ensejar eventuais implicações anticoncorrenciais decorrentes de alegado abuso de posição dominante em razão de nova regulação da Anatel sobre mercado de provedores de acesso à internet banda larga, segundo nota técnica do Cade.

Sweet Cosmetics (antiga All Ore)
Merece atenção dos investidores também notícias envolvendo quatro small caps. Hoje a ex-mineradora All Ore, criada em 2008, concluirá seu processo de transformação na Bolsa. A empresa, fundada com foco em identificação e exploração de mineração como ouro e minério de ferro, anunciou em janeiro deste ano mudança para o ramo de cosméticos e produtos de beleza. 

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No final de março, a companhia confirmou a mudança de sua denominação social para All Ore Cosmetics, que foi alterado posteriormente para Sweet Cosmetics. Agora, a empresa alterará também seu ticker de negociação na Bovespa, que passará de AORE3 para SWET3.

Tec Toy
Além disso, hoje a Tec Toy (TOYB3TOYB4) realizará grupamento com objetivo de finalmente “ressuscitar” a companhia na Bolsa, já que o baixo valor de face de suas ações impedem que elas tenham uma maior liquidez no mercado. 

Vendo suas ações valerem 1 centavo na Bolsa há pelo menos 4 meses, a empresa convocou seus acionistas para uma assembleia no dia 17 de junho para realizar um grupamento colossal de suas ações, na razão de 1 milhão para 1. Ou seja, se a operação for aprovada, as ações sairão de R$ 0,01 e passarão a valer R$ 10,00 cada – isso porque as ações são negociadas com lote padrão de 10.000 papéis; tradicionalmente, esse lote padrão é de 100 ações. 

Veja mais em: Tec Toy propõe grupamento de 1 milhão de ações em 1

Maestro Frotas
Por fim, destaque para a nova empresa que será listada no Bovespa Mais a partir de hoje, mesmo sem realizar uma oferta de ações em um primeiro momento. A Maestro Frotas, empresa de compra e locação de frotas de veículos para empresas, passará para a “vitrine” do mercado, antecipando uma possível abertura de capital de maior porte no futuro.

Segundo informações do Valor Econômico, a Maestro recebeu no ano passado mais de R$ 21,2 milhões em recursos de capitalização, trazidos pelo fundo de investimentos Stratus, depois de já ter sido selecionada por ele para receber R$ 55 milhões em 2011. O objetivo em 2014 foi ampliar a frota de 3 mil para 5 mil veículos em dois anos. As suas ações no Bovespa Mais serão listadas sob o código MSRO3.

Gradiente
Destaque ainda para a IGB Eletrônica (IGBR3), dona da Gradiente, que comunicou que no dia 12 de junho foi expedido ofício requisitório determinando o pagamento da quantia incontroversa nos autos da execução nº 0018282.07.2012.4.01.3200 em face da Suframa em trâmite perante a 1ª Vara Federal de Manaus.

Quando do trânsito em julgado do valor incontroverso o montante chegava a R$ 75,465 milhões, ressaltando que este valor compreende também os honorários advocatícios, informou a empresa.

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Construtoras
Os credores do grupo OAS, empresa envolvida na Operação Lava Jato, estão questionando o empréstimo de R$ 800 milhões feito pela gestora canadense Brookfield à empresa que está em recuperação judicial, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Acusam o grupo de ter fechado apressadamente o empréstimo em valores muito superiores ao necessário, a custo elevado e ainda dando como garantia a joia da cora: a participação total da OAS na Invepar, que detém concessões importantes como a do aeroporto de Guarulhos.

Bancos, detentores de debêntures e de bônus no exterior estão em peso contestando o empréstimo. Dizem em seus argumentos que, na prática, o que se fez foi uma venda disfarçada das ações da Invepar, em que a OAS é dona de quase 25% junto com fundos de pensão. Acusam ainda a empresa de falta de transparência no processo, pois poderia ter feito esta proposta junto com o plano de recuperação e assim ter aprovado por todos os credores.

Juntos, esses credores que agora questionam a OAS chegam a deter cerca de metade dos R$ 9 bilhões devidos pela OAS e reclamam de não terem sido ouvidos antes da decisão de se fazer o empréstimo. Se não chegarem a um consenso, o processo de recuperação da OAS poderá estar comprometido.

Até agora, a OAS não se manifestou no processo sobre as contestações e na quinta-feira o juiz do processo, Daniel Carnio Costa, vai ouvir todas os envolvidos em uma audiência no Fórum João Mendes em São Paulo para então tomar uma decisão.

Um dos advogados de credores diz que os termos do empréstimo são tão abusivos que se por qualquer motivo não for adiante, a OAS terá que pagar uma multa de quase R$ 60 milhões à Brookfield.

Rumo
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a venda de fatia na Ritmo Logística pela ALL Intermodal à Novo Oriente Participações, segundo despacho publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

Com a aquisição pela Novo Oriente de 65% das ações da Ritmo em poder da subsidiária da América Latina Logística (ALL), hoje Rumo ALL (RUMO3), a companhia passou a deter 100 por cento dos papéis da Ritmo, que atua no segmento de prestação de serviços de transporte rodoviário de cargas. O negócio de 55 milhões de reais foi anunciado no fim de março.

Em documento entregue ao Cade, as empresas informaram que a operação consiste em uma boa oportunidade para que o Grupo Ouro Verde, ao qual pertence a Novo Oriente, consolidar seus investimentos no setor de logística no Brasil, ao passo que a ALL Intermodal poderá focar no transporte ferroviário.

O órgão de defesa da concorrência afirmou que não se identifica identidade de atividades praticadas pelas empresas envolvidas na operação, sendo sua atuação meramente complementar, e que o reforço na integração vertical em decorrência da operação não prejudica a concorrência nos mercados afetados.

 

    (Com Reuters e Agência Estado)