Negociação de criptos

Mercado Livre vai liberar compra e venda de Bitcoin no Brasil

Aplicativo do Mercado Pago deverá trazer opção de negociação de Bitcoin "nas próximas semanas"

(Divulgação)

SÃO PAULO – O Mercado Livre vai expandir sua oferta de compra, venda e armazenagem de Bitcoin para clientes residentes no Brasil. Usuários da carteira digital Mercado Pago poderão negociar o criptoativo “nas próximas semanas”, segundo reportagem da Bloomberg.

A novidade já havia sido disponibilizada para um pequeno grupo de clientes no início de novembro. “Dedicamos um tempo para estudar e aprender antes de decidir entrar nas criptomoedas”, disse Túlio Oliveira, vice-presidente do MercadoPago. “Isso tem um potencial de transformação pela frente e abre um novo caminho para nós”, pontuou.

Após lançar a funcionalidade no Brasil, a empresa planeja levar a experiência para outros países da América Latina. Ainda não será possível usar criptomoedas para pagar por mercadorias compradas no marketplace do Mercado Livre.

No entanto, essa possibilidade não está descartada, tendo em vista que outras soluções de pagamento similares ao Mercado Pago também liberaram primeiro a compra, venda e custódia de Bitcoin para depois passar a disponibilizar o criptoativo como forma de pagamento em estabelecimentos. Foi o que aconteceu com o PayPal, por exemplo.

A iniciativa vem cerca de seis meses depois que o Mercado Livre anunciou a compra de US$ 7,8 milhões em Bitcoin como estratégia de tesouraria, a primeira empresa grande porte na América Latina a seguir por esse caminho, inspirada nos passos de Tesla, MicroStrategy, Square e outras negociadas em bolsa.

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Na semana passada, o Mercado Livre realizou sua primeira oferta de ações e levantou US$ 1,55 bilhão para aplicar em “propósitos corporativos gerais”, de acordo com prospecto publicado na véspera.

A companhia também recebeu, em novembro de 2020, o aval do Banco Central (BC) para operar como uma instituição financeira, abrindo espaço para a empresa investir outros R$ 400 milhões captados junto ao Goldman Sachs para consolidar sua atuação no segmento de crédito por meio da fintech Mercado Pago.

* Uma versão anterior do texto informava que o aval do BC teria sido concedido em novembro de 2021. O trecho foi atualizado.

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