Novo player no setor

Mater Dei: compra da maior rede privada de hospitais da região Norte é passo importante para companhia, dizem analistas

Negócio também dá à Mater Dei uma presença em uma região menos competitiva, com todas as vantagens de um novo participante, avalia BBI

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A Mater Dei (MATD3) anunciou a aquisição de 70% do Grupo Porto Dias (PDG), maior rede privada de hospitais da região Norte do Brasil, que detém: o (i) Hospital Porto Dias, (ii) Porto Dias Diagnósticos por Imagem, (iii) Medical Comercial e (iv) Medicina Desportiva e Diagnósticos por Imagem.

A Porto Dias espera ter 592 leitos em 2022, sendo 388 já operacionais, 64 em construção no Hospital Porto Dias e 140 leitos com infraestrutura pronta no Porto Quality.

O preço de compra foi de R$ 800 milhões mais a emissão de 27 milhões de ações da Mater Dei (7,1% do capital total) em
favor dos acionistas da PDG. A transação também inclui a futura aquisição dos 30% restantes da participação da PDG pertencente à Família Porto Dias, com desconto de 20% sobre o múltiplo da Mater Dei à época.

Na visão dos analistas do Bradesco BBI, a aquisição é um passo importante para a Mater Dei, pois além de a PDG ser um ativo reconhecido na região, coloca a empresa fora do atual eixo de competição dos principais players.

O mercado do Grupo Porto Dias está localizado no estado do Pará – PA, na região norte do Brasil, com cerca de 800 mil beneficiários, sendo o décimo segundo maior mercado beneficiário do país. Outras operadoras que estão mais próximas do público-alvo da Mater Dei no estado são Bradesco Saúde, Unimed Oeste, Vale e Central Nacional Unimed com aproximadamente 20% do mercado beneficiário local. Quanto à operação do Grupo Porto Dias, trabalha com grande
parte destes principais operadores e autogestão; a exceção é a Bradesco Saúde.

Em relação ao valuation, Mater Dei pagou cerca de 3 milhões por leito, o que está em linha com o que os analistas do BBI esperavam e também com a média do que outros players pagaram recentemente por ativos semelhantes.

“Estrategicamente, este negócio também dá à Mater Dei uma presença em uma região menos competitiva, com todas as vantagens de um novo participante. Além disso, PDG pode fornecer crescimento de aproximadamente 50% do número de leitos para Mater Dei”, apontam os analistas, que reforçam recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25,00 para
MATD3, ou alta de 50% em relação ao fechamento da véspera.

O Itaú BBA também destacou visão positiva para a ação, com preço-alvo de R$ 22, ou alta de 32,5% em relação ao fechamento de terça-feira.

Os ativos adquiridos parecem ter indicadores encorajadores de qualidade e também do ponto de vista operacional que incluem uma marca líder, alta taxa de ocupação e considerável potencial de crescimento de brownfield em um mercado que permanece inexplorado por outros consolidadores. Já a avaliação de 3 milhões por leito “não parece ser uma pechincha”, apontam os analistas do BBA.

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“Não temos os dados de outras métricas para estimarmos adequadamente o potencial de criação de valor do negócio, embora acreditemos que possa ultrapassar 10% do valor de mercado considerando uma margem Ebitda pós-sinergias de cerca de 20%”, avaliam.

As ações MATD3 chegaram a subir 6,63% na máxima do dia, a R$ 17,70. Às 12h47 (horário de Brasília), a alta era de 5,12%, a R$ 17,45.

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