Varejo de moda

Marisa (AMAR3) tem vendas no início de 2022 superiores à pré-pandemia; ações registram alta

Enquanto janeiro teve impacto do período de festas e ômicron, fevereiro e março tiveram volumes e margens acima de igual período de 2019

Por  André Cabette Fábio

A varejista Marisa (AMAR3) vem registrando um início de ano com vendas superiores às registradas no mesmo período de 2019, segundo o CEO da companhia, Marcelo Pimentel.

Em teleconferência com analistas, Pimentel disse que, após um mês de janeiro afetado pelo período de festas natalinas e impactos da variante ômicron, em fevereiro e março vêm tendo volumes, margens e lucratividade acima daqueles do mesmo período de 2019.

Ele afirmou que, apesar do momento desafiador, a empresa vem tendo bom desempenho, com aumento das vendas em lojas de rua com o lançamento da campanha #ChegaMais.

Em 2022, a empresa espera recuperar os resultados em venda e rentabilidade; investir na ampliação do marketplace-in para vendedores, ampliando categorias no universo feminino; avançar na digitalização e lançar produtos Mbank; reformar o parque de lojas e expandir.

Após a divulgação do balanço, as ações da empresa registram alta de 0,74%, cotadas a R$ 2,74, por volta das 16h20.

A Lojas Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 3,2 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), o que representa uma redução de 88,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Análise do balanço da Marisa

Para o Bradesco BBI, a Lojas Marisa (AMAR3) reportou resultados do 4T21 em linha com o esperado. No geral, o BBI avalia que a Marisa apresentou um resultado promissor no 4T21, com vendas e margens atingindo os níveis de 2019.

Além disso, enquanto janeiro parece ter tido outra desaceleração no tráfego das lojas, as vendas de fevereiro e março estão superando as expectativas da empresa.

O resultado do Mbank ainda decepcionou, mas deve se normalizar com a recuperação do tráfego de lojas. O EBITDA de varejo foi capaz de compensar principalmente o Mbank no trimestre, escreveu.

Diante disso, o capital de giro da Marisa surpreendeu negativamente, semelhante ao da concorrente Riachuelo, com grande aumento nos dias de estoque e queda nos dias de contas a pagar.

Além disso, o maior nível de endividamento líquido deve levar a maiores despesas financeiras em 2022 e analistas também destacam que apesar de um resultado de Varejo que ficou acima das estimativas, as margens ainda são insustentavelmente baixas.

Bradesco BBI mantém avaliação neutra para Marisa, com preço-alvo de 5,00.

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