Resultado do Magalu

Magazine Luiza (MGLU3) tem lucro líquido ajustado de R$ 552,1 milhões em 2019, queda de 6,4%

Nos últimos três meses de 2019, o lucro ajustado foi de R$ 185,3 mi, queda de 0,5% na base de comparação anual, mas acima do esperado

SÃO PAULO – O Magazine Luiza (MGLU3) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 185,3 milhões no quarto trimestre de 2019, uma leve queda de 0,5% na comparação com igual período do ano passado. Apesar da queda, o resultado foi acima da maior estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro entre R$ 133 milhões e R$ 153 milhões. Já no acumulado do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 552,1 milhões, queda de 6,4% frente os R$ 589,6 milhões de 2018.

Sem contar os ajustes, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 168 milhões, queda de 11,4% na base de comparação anual, e de R$ 921,8 milhões em 2019, um avanço de 54,3%.

A receita líquida somou R$ 6,385 bilhões no quarto trimestre, avanço de 38,5% na base de comparação com os últimos três meses de 2018, e com uma alta de 27,6% na comparação ano-a-ano, totalizando R$ 19,88 bilhões em 2019.

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As vendas do e-commerce cresceram 92,8% no quarto trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 16,3% (E-bit), e representaram 48,0% das vendas totais.

No e-commerce tradicional, as vendas evoluíram 68,6% e o marketplace contribuiu com vendas adicionais de R$1,2 bilhão, crescendo 216,4% e representando 26,8% do e-commerce total.

“O ganho de marketshare novamente foi impulsionado pela excelente performance do app, que alcançou a marca de 19 milhões de usuários ativos mensais (incluindo, além do Superapp do Magalu, os aplicativos Netshoes, Zattini e Época Cosméticos), aumento do número de Sellers e do sortimento do marketplace, entrega mais rápida e a melhor experiência do varejo”, destaca a companhia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado passou de R$ 348,2 milhões entre outubro e dezembro de 2018 para R$ 394,5 milhões em igual período de 2019, um avanço de 13,3%; no ano, o Ebitda foi de R$ 1,303 bilhão, avanço de 5,7%. A margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) ajustada, por sua vez, teve baixa de 1,4 ponto percentual na base de comparação anual no trimestre, a 6,2%, enquanto que no ano a queda foi de 1,3 ponto, a 6,6%.

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A varejista ainda destacou em seu release de resultados que, nos últimos 12 meses, a posição de caixa líquido ajustado aumentou de R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2018 para R$ 6,3 bilhões em dezembro de 2019, incluindo os recursos da oferta de ações no montante de R$ 4,3 bilhões. A empresa encerrou o quarto trimestre de 2019 com uma posição total de caixa de R$ 7,1 bilhões, considerando caixa e aplicações financeiras de R$ 4,7 bilhões e recebíveis de cartão de crédito disponíveis de R$ 2,4 bilhões.

A dívida líquida subiu de R$ 512 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 3,9 bilhões no final de 2019. Contudo, a posição não preocupa justamente porque o MGLU3 encerrou 2019 com um caixa de R$ 7,1 bilhões. Segundo o Magazine Luiza, 99% das dívidas são de longo prazo. A relação caixa líquido sobre dívida, porém, cresceu de 1,7 vez (1,7x) no fim de 2018 para 4,8 vezes (4,8x) no fim de 2019.

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O Itaú BBA aponta que, à primeira vista, os resultados foram acima das expectativas, com crescimento das vendas nas mesmas lojas de 12,6% acima da expectativa de 9,5% dos analistas do banco mesmo com a forte base de comparação com o quarto trimestre de 2018. O crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV) online do quarto trimestre foi de 92,8%, acima dos 83,7% esperados pelos analistas, enquanto a margem Ebitda foi em linha.

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