Lucro da Wells Fargo sobe 32% no 1º tri de 2023, para US$ 4,99 bi; taxas mais altas impulsionam receita com juros

A receita total da Wells Fargo aumentou 17%, para US$ 20,73 bilhões no primeiro trimestre.

Equipe InfoMoney

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O lucro da Wells Fargo & Co (WFCO34) subiu 32% no primeiro trimestre de 2023 na comparação anual, para US$ 4,99 bilhões, uma vez que o banco faturou mais com pagamentos de taxas de juros, ajudado pela política monetária mais restritiva do Federal Reserve dos Estados Unidos, informou o banco nesta sexta-feira (14).

O banco, no entanto, reservou US$ 1,21 bilhão no trimestre para cobrir possíveis perdas com empréstimos, em comparação com um valor de US$ 787 milhões no ano anterior.

A provisão incluiu um aumento de US$ 643 milhões na provisão para perdas de crédito, refletindo um aumento para empréstimos imobiliários comerciais, principalmente empréstimos para escritórios, bem como um aumento para cartões de crédito e empréstimos para a linha de automóveis.

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Os bancos estão acumulando provisões para dias nebulosos, à medida que aumentam os temores de uma desaceleração econômica devido aos aumentos agressivos das taxas de juros do Federal Reserve dos EUA para domar a inflação, bem como a recente turbulência no setor bancário alimentada pelas falências de dois bancos de médio porte.

O colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank no mês passado provocou uma queda nas ações dos bancos, à medida que os investidores se preocupavam com eventuais fraquezas mais amplas do setor.

O Wells Fargo contribuiu com US$ 5 bilhões como parte de um grupo de grandes bancos dos EUA que injetou um total de US$ 30 bilhões em depósitos no First Republic Bank em março, o que foi uma espécie de “tábua de salvação” quando o credor regional foi pego pela crise.

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“Estamos satisfeitos por estar em uma posição forte para ajudar a apoiar o sistema financeiro dos EUA durante os eventos recentes que impactaram o setor bancário. Os bancos regionais e comunitários são uma parte importante do nosso sistema financeiro”, disse o CEO Charlie Scharf em comunicado.

Os depósitos no Wells Fargo caíram 2%, para US$ 1,36 trilhão no final de março, em comparação com US$ 1,38 trilhão no final do ano passado.

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Os gigantes bancários dos EUA foram “inundados” com dinheiro, pois os depositantes preocupados transferiram seus fundos de pequenos credores regionais. Desde então, a migração diminuiu.

A receita líquida de juros aumentou 45%, para US$ 13,34 bilhões no primeiro trimestre.

O quarto maior credor dos Estados Unidos registrou lucro de US$ 4,99 bilhões, ou US$ 1,23 por ação, no trimestre encerrado em 31 de março, ante US$ 3,79 bilhões, ou US$ 0,91 por ação, um ano atrás.

Wells Fargo também ainda está trabalhando para conter as consequências de um escândalo sobre suas práticas de vendas que levaram a pesadas multas e um limite de ativos imposto pelo Fed.

No geral, as despesas não decorrentes de juros caíram para US$ 13,68 bilhões, de US$ 13,85 bilhões no ano anterior, impulsionadas principalmente por menores perdas operacionais.

No quarto trimestre de 2022, o banco registrou US$ 3,3 bilhões em perdas operacionais relacionadas a ações judiciais, remediação de clientes e questões regulatórias relacionadas ao escândalo.

A receita total da Wells Fargo aumentou 17%, para US$ 20,73 bilhões no primeiro trimestre.

(com Reuters)