Kroton e Estácio vão sugerir ‘remédios’ ao Cade; Usiminas e mais 2 notícias agitam a noite

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quarta-feira (13)

Rodrigo Tolotti

Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação)

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SÃO PAULO – Enquanto a sessão da Câmara que decidirá quem será o próximo presidente da Casa ocorre, o noticiário corporativo da noite desta quarta-feira (13) segue agitado, com novidades sobre o acordo de compra da Estácio pela Kroton, além do primeiro resultado da temporada do segundo trimestre. Confira os destaques:

Estácio (ESTC3)
Em resposta à Bolsa sobre uma matéria do jornal Valor Econômico, a Estácio explicou que, junto com a Kroton (KROT3), já está estudando possíveis desinvestimentos (“remédios”) que serão necessários para obtenção da aprovação por parte do CADE da união das duas empresas.

“A administração da Estácio, com o auxílio dos seus assessores legais, vem naturalmente estudando uma lista de remédios que poderiam ser propostos ao CADE, sempre em comum acordo com a Kroton”, disse a companhia. “Tais análises compreendem, naturalmente, a alienação de ativos de ensino a distância, dentre outras várias possibilidades em estudo. No entanto, nesse momento tais estudos ainda não foram concluídos, não sendo possível precisar ainda quais remédios serão propostos ao CADE”, completa a empresa em comunicado.

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Usiminas (USIM5)
A Usiminas conseguiu prorrogação por mais 60 dias do acordo de 120 dias de suspensão temporária do pagamento de dívida que vence em 15 de julho, segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em resposta à Bloomberg.

“Prazo de 60 dias foi resultado de negociações do BNDES em conjunto com os demais bancos, enquanto se aguarda o resultado do processo de reestruturação financeira da empresa“, disse o banco de desenvolvimento. De acordo com a Bloomberg, os bancos detêm mais da metade dos R$ 7,4 bi em dívida da Usiminas, que estão atualmente sendo renegociados.

Eletrobras (ELET3; ELET6)
A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, informou, que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) calculou que a indenização a que a empresa tem direito por ativos de transmissão não amortizados totaliza R$ 5,09 bilhões. A Chesf, com base em um laudo técnico elaborado pela Deloitte, havia solicitado o valor de R$ 5,6 bilhões.

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As indenizações se referem aos ativos de transmissão anteriores a maio de 2000 que tiveram as concessões renovadas de acordo com as regras estabelecidas pela Medida Provisória (MP) 579, em 2012. A portaria determinou que os ressarcimentos serão pagos a partir dos reajustes tarifários de 2017, pelo prazo de oito anos.

Elektro (EKTR4)
A distribuidora de energia Elektro encerrou o segundo trimestre do ano com lucro de R$ 38,5 milhões, uma queda de 42% sobre um ano antes. A receita da companhia recuou 18% no período, para R$ 1,14 bilhão. Além da baixa na receita, o resultado refletiu o aumento do custo de construção, que passou de R$ 68 milhões para R$ 81,5 milhões, e as maiores despesas operacionais da companhia, que tiveram alta de 64%, para R$ 59,9 milhões. A companhia foi a primeira a divulgar seus números na temporada de balanços.

No primeiro semestre do ano, o lucro líquido da Elektro caiu 43,4%, para R$ 103,5 milhões, e a receita líquida recuou 21%, para R$ 2,3 bilhões. O volume de fornecimento de energia pela companhia ao fim de junho caiu 6,5%, para 5.984 gigawatts-hora (GWh), enquanto o número de clientes cresceu 2,3%, para 2,5 milhões.

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.