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Japão dispara 7,7% e tem maior alta diária desde 2008; bolsas mundiais estendem ganhos

Nikkei tem sua maior alta diária desde a crise de 2008 impulsionado por estabilização chinsesa e diminuição de impostos por Shinzo Abe

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários asiáticos fecharam em alta nesta quarta-feira (9). Os mercados na China se estabilizaram e as ações japonesas marcaram sua maior alta em um único dia desde o auge da crise financeira de 2008. O índice Nikkei disparou e fechou com alta de 7,7%, reanimado pelas esperanças de cortes de impostos corporativos.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que o governo mira a diminuição da taxa de imposto corporativo em 3,3 pontos percentuais acumulados em dois anos a partir do próximo ano fiscal, que se inicia em abril de 2016.

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Já as ações chinesas subiram ainda em meio a expectativas de novos estímulos do governo para evitar um pouso forçado no crescimento do país depois da queda maior do que o esperado nas importações do país. “Com muitos mercados tendo passado por quedas pesadas nas últimas semanas, o rali desta quarta-feira, como o de terça-feira à noite nos Estados Unidos, representa uma recuperação especulativa”, disse o diretor administrativo da White Funds Management em Sydney, Angus Gluskie.

“O mercado permanecerá suscetível a um retorno ao território negativo até que vejamos sinais de algumas melhoras das causas originais da fraqueza, que são predominantemente preocupações com o crescimento da China”, acrescentou.

Europa e EUA
Seguindo os ganhos na Ásia com a estabilização dos mercados chineses, os índices das bolsas europeias e os futuros dos Estados Unidos sobem nesta quarta. Os futuros do Dow Jones e do S&P 500 registram ganhos de 1,13% a 16.638 pontos e 1,03% a 1.986 pontos, respectivamente.  

No entanto, os dados no velho continente não foram tão positivos assim. A produção industrial do Reino Unido caiu 0,4% em julho ante junho, segundo dados publicados hoje pelo Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam ligeiro aumento de 0,1%. Em relação a igual mês do ano passado, a produção industrial britânica avançou 0,8% em julho, também vindo abaixo da projeção do mercado, de alta de 1,5%.

No mercado de commodities, o barril do petróleo Brent cai 1,13% a US$ 50,65.