Bovespa

Itaú e Bradesco serão as ações mais importantes do “novo Ibovespa”; 3 mudanças confirmadas

Bancos desbancam hegemonia de Petrobras e Vale vista nas últimas carteiras do índice; Dasa e Prumo saem do Ibovespa e MMX volta após 4 meses

SÃO PAULO – A BM&FBovespa divulgou nesta sexta-feira (2) a 3ª e última prévia da carteira teórica do Ibovespa, que entrará em vigor na próxima segunda-feira (5) e valerá até o final de agosto. Dentre as principais mudanças estão a confirmação dos bancos Itaú e Bradesco com as maiores participações individuais na carteira, a saída de dois papéis, a volta da MMX após 4 meses fora do Ibovespa e a “troca” da ação da Klabin pelas suas novas units.

A ação preferencial do Itaú Unibanco (ITUB4) foi confirmada como a maior participação no índice, respondendo por 10,072% do Ibovespa. Logo atrás, aparece o Bradesco PN (BBDC4), com fatia de 7,602%. Petrobras PN (PETR4, 7,545%), Ambev (ABEV3, 5,765%) e Vale PNA (VALE5, 5,601%) completam a lista das 5 ações mais importantes do índice.

Mesmo que tenha perdido o posto de ação mais importante do Ibovespa, a Petrobras ainda possui a maior participação se somarmos seus papéis ON (PETR3) e PN – já que o Itaú só possui ativos preferenciais dentro do índice. No agregado, Petrobras tem 13,146%; Bradesco e Vale, outras empresas que possuem mais de uma ação dentro do índice, possuem ao todo 9,360% e 9,791%, respectivamente.

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Entradas, saídas e substituições
A Klabin substituirá suas ações preferenciais (KLBN4) pelas units KLBN11. O novo ativo entrará no Ibovespa com 0,599% de participação.

Entre as saídas, a Dasa (DASA3) e a Prumo (PRML3) deixam de integrar o índice. A Dasa foi alvo de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) durante o 1º quadrimestre do ano, que resultou na retirada de grande parte de suas ações do mercado – diminuindo bruscamente sua liquidez. Já a antiga LLX Logísitca foi perdendo atratividade perante os investidores em 2014, assim como boa parte dos papéis das companhias do Grupo EBX, de Eike Batista.

Por falar em Eike Batista, a única ação a entrar no índice é de uma companhia “X”: a MMX Mineração (MMXM3). Após ser retirada na virada de dezembro para janeiro na última revisão do Ibovespa, a mineradora volta à carteira com a menor participação dentre os componentes (0,02%).

Com essas mudanças, o novo Ibovespa passa a contar com 71 ações de 67 empresas.