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Investidores se unem pela Oi; Petrobras pode reformular venda da BR, recomendação e mais 10 notícias

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira (20)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo segue movimentado nesta quarta-feira (20), com destaque para os rumores sobre o controle da Oi, além da possível reformulação da venda da BR Distribuidora pela Petrobras. Confira as principais notícias desta quarta-feira (20):

Oi 
Em destaque nesta sessão, estão as notícias sobre a união de investidores para assumir fatia da Oi (OIBR4). O Estadão informou que um consórcio de investidores – formado por João Cox, ex-presidente da Claro; Mario Cesar de Araújo, ex-presidente da TIM (TIMP3); Renato Carvalho, fundador da Íntegra, consultoria de reestruturação em empresas; e o banco de investimentos americano ACGM, especializado em companhias em crise – entrou na disputa para se tornar acionista relevante da Oi. Cox disse ao jornal  que o time está conversando com vários investidores para se tornar um dos maiores acionistas da operadora de telefonia, a maior em linhas fixas no Brasil e a quarta em móveis. “Estamos discutindo esse negócio há alguns meses (antes do pedido de recuperação judicial) e entendemos que, se bem gerida, a empresa tem condições de voltar a ser competitiva”, disse. 

A notícia surge poucos dias após o fundo Société Mondiale ter atingido uma participação de 6,6% na Oi. O fundo, liderado por Nelson Tanure, lançou uma campanha para substituir a maioria do conselho da companhia – provocando especulações de que ele poderia realizar uma oferta pública de aquisição durante o processo de falência da Oi. De acordo com uma das fontes, o grupo Abadi está considerando uma negociação com Tanure como uma das alternativas para chegar a um acordo. De acordo com a Reuters, o grupo de investidores deve apresentar a proposta antes da votação do plano de reorganização da companhia.

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Ontem a Reuters informou que um grupo de investidores – na maioria credores e acionistas – está em contato com a Abadi & Co. para estruturar uma potencial oferta pública de aquisição pela Oi. No mês, as ações preferenciais da companhia já subiram 60%, enquanto desde o fundo, logo após o pedido de recuperação judicial, os papéis subiram 150%.  

Vale ressaltar que o Conselho Diretor da Anatel recomendou a Alvarez & Marsal Consultoria Empresarial, o Consórcio BDOPRO, e Deloitte e a PwC como candidatos no procedimento seletivo para escolha de futuro administrador judicial da Oi. A Anatel também recomenda que autoridade judiciária avalie se relações contratuais entre Deloitte e PwC e empresas ligadas ao grupo Oi poderiam configurar impeditivo a eventual nomeação. A agência atende determinação judicial para indicação de até 5 pessoas jurídicas capazes de exercer a função de administrador judicial.

Petrobras
A Petrobras (PETR3;PETR4) está inclinada a reformular venda da BR Distribuidora, disse a Reuters citando duas fontes, após uma recente rodada de ofertas recebidas ter colocado um preço baixo pela unidade de distribuição de combustíveis. D
iscussões preliminares do Conselho de Administração e da direção da estatal têm convergido para um compartilhamento do controle da BR Distribuidora a fim de obter maior valor no negócios. O plano inicial de vender uma fatia minoritária possivelmente foi um dos principais motivos para as ofertas recebidas decepcionantes, disse a fonte.

Ainda no radar da companhia, a estatal pretende retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas (MS), mas ainda não tem um prazo definido. O tema foi discutido em reunião entre o presidente da estatal, Pedro Parente, e o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, na segunda-feira, no Rio. Em nota, o governador de Mato Grosso do Sul afirmou que Parente “garantiu que a fábrica será concluída”.

Também merece destaque a notícia de que a Petrobras e a OP Energia pedem análise do Cade a negócio. A operação envolve cessão de participação, segundo edital do Cade publicado no Diário Oficial.

Por fim, chama atenção uma decisão tomada pela Agência Nacional de Petróleo, que pode culminar na flexibilização de regras de uso conteúdo nacional para as petroleiras. Conforme aponta o jornal O Estado de S. Paulo, o órgão regulador reconheceu não haver no Brasil embarcações de apoio que atendam às exigências aplicadas desde 2008, atendendo a 22 pedidos de isenção, e pode abrir margem a um “efeito cascata” sobre outros pontos da política vigente.

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Braskem
A Odebrecht Serviços e Participações celebrou ontem contratos com determinadas instituições financeiras e concedeu em garantia a totalidade das ações de emissão da Braskem de sua titularidade, disse a Braskem (BRKM5) em comunicado ao mercado. A empresa não informou o tipo de contrato celebrado nem os nomes dos bancos envolvidos. Segundo disse uma fonte à Reuters, a transação foi feita para lastrear uma capitalização total de R$ 6 bilhões que a Odebrecht está fazendo na sua companhia que atua na produção e comercialização de etanol, açúcar e energia elétrica produzida por unidades de cogeração, a Odebrecht Agroindustrial.

Eletrobras
Segundo o Valor, o novo presidente da subsidiária da Eletrobras (ELET6) Furnas será Ricardo Medeiros, atual diretor de operação e manutenção da empresa, indicação que tem o aval do vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (PMDB), e da bancada mineira do PMDB na Câmara dos Deputados. O jornal ressalta que a nomeação será publicada no “Diário Oficial da União” até sexta-feira, confirmou ao Valor uma fonte da Secretaria de Governo. A expectativa é que ele assuma como presidente interino e seja confirmado na sexta-feira, quando os acionistas da Eletrobras se reúnem em assembleia geral extraordinária.

Além disso, a Eletrobras encerrou as negociações com sindicatos após ter proposta rejeitada em assembleias de empregados, que têm deliberado pela instauração de greve na holding e em subsidiárias por reajuste salarial. A estatal vai recorrer. Nesta terça-feira, 19, foi aprovada paralisação na subsidiária Chesf, que atua no Nordeste, segundo a empresa. Antes, colaboradores de Furnas e Cepel já haviam aprovado greves.

Ainda no setor, destaque para a percepção do Tribunal de Contas da União de que, das 31 maiores distribuidoras de energia do país, 23 estão com risco elevado de insustentabilidade financeira, não cumprindo programas de investimento e piorando a qualidade do serviço. No entanto, destaca matéria do jornal Folha de S. Paulo que parte dessas empresas distribuíram R$ 3,4 bilhões em lucros e dividendos em 2014, mesmo com prejuízos e dívidas elevadas.

Na avaliação de técnicos do TCU, a saúde financeira das principais companhias do segmento não se enquadra em critérios de sustentabilidade definidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Eles argumentam que a decisão de distribuir lucros aos acionistas na atual situação piora ainda mais o perfil da dívida dessas empresas e pode representar sérios provlemas no futuro, se o país voltar a crescer e a energia não poder ser entregue.

Gol
A ação da Gol (GOLL4) teve a recomendação elevada de venda para manutenção pelo Deutsche Bank. 

Fras-le
A Fras-le (FRAS4) divulgou dados operacionais, registrando uma receita líquida consolidada de R$ 421,4 mi entre janeiro e junho, alta de 4,2% na comparação anual, segundo comunicado. A receita bruta total junho somou R$ 112,1 milhão, alta de 21,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Já a receita bruta total no primeiro semestre foi de R$ 622,3 milhões, alta de 13,1%.

Ser Educacional 
A Ser Educacional (SEER3) informou que recebeu do Ministério da Educação o aval para início de operações da Faculdade Joaquim Nabuco em João Pessoa (PB). Em comunicado, o presidente da companhia, Jânyo Diniz, disse que o credenciamento da faculdade na cidade concretiza o projeto de crescimento orgânico da marca na região Nordeste.

A nova unidade iniciará com os cursos de Administração, Ciências Contábeis e cursos superiores de tecnologia (CST) em Segurança no Trabalho, em Gestão de RH e em Logística, com 1,2 mil vagas anuais. A Ser Educacional já está presente em João Pessoa, com a Faculdade Maurício de Nassau, que atualmente tem 8 mil alunos.

Rodobens
A incorporadora Rodobens Negócios Imobiliários  (RDNI3) reportou piora das vendas líquidas no segundo trimestre, resultado da queda das vendas brutas e do aumento dos distratos, de acordo com relatório operacional preliminar divulgado na terça. 

As vendas brutas totais entre abril e junho atingiram R$ 110 milhões, queda de 35,6% na comparação com os mesmos meses do ano passado. Os distratos, por sua vez, subiram 39%, chegando a R$ 92 milhões na comparação entre os mesmos períodos.

Com isso, as vendas líquidas totais recuaram 81,9%, para R$ 19 milhões. No segundo trimestre deste ano, a parte da Rodobens na comercialização de empreendimentos desenvolvidos com empresas parceiras foi de 87%. Já no mesmo trimestre do ano passado, foi de 84%.

Os distratos no segundo trimestre se concentraram nos projetos imobiliários destinados a famílias de média renda, com financiamento originado em recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que responderam por R$ 53 milhões das vendas canceladas. Já os projetos dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV) tiveram R$ 20 milhões em distratos, enquanto os lotes de urbanismo, R$ 18 milhões. 

No segundo trimestre, foi lançado apenas um projeto, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 82 milhões, desenvolvimento sem parceiros. O empreendimento foi lançado em Sinop (MT) e está no segmento SBPE. O foco da incorporadora segue na região Centro-Oeste e no interior de São Paulo, onde avalia que possui melhor reconhecimento da sua marca, além de menor concorrência.

CCR 
A CCR (CCRO3comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a 9ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, com valor nominal unitário de R$ 10 mil, totalizando um montante de R$ 1,250 bilhão, com prazo de 30 meses contados da data de integralização.

De acordo com a companhia, os recursos líquidos captados por meio da emissão das Debêntures serão destinados para aporte de capital na Companhia de Participações em Concessões para posterior oferta de resgate antecipado, total ou parcial, das debêntures da 4ª emissão de debêntures da CPC.

Além disso, a CCR e Odebrecht pedem análise do Cade a negócio. A operação envolve aquisição de controle compartilhado, segundo edital do Cade publicado hoje no Diário
Oficial. Em 30 de junho, os conselheiros da CCR aprovaram a compra da participação total da Odebrecht na concessionária ViaRio, que corresponde a 33,33% do capital, por R$ 107,7 milhões.

Autopeças
O Santander manteve as ações da Mahle Metal Leve (LEVE3) como a top pick do setor de autopeças, em meio à combinação de geração de fluxo de caixa e retornos atrativos, além de colocar a Tupy (TUPY3) como a segunda preferida. Por outro lado, a corretora rebaixou a recomendação para as ações da Randon (RAPT4) de compra para manutenção dada a forte performance no ano, de 90%. O preço-alvo é de R$ 5,00 por ação.  

PDG
A PDG (PDGR3) paralisa obras enquanto renegocia dívida bilionária, informa o jornal O Estado de S. PauloCom débitos que somam R$ 5,4 bilhões e apenas R$ 373 milhões em caixa, companhia depende de renegociação com quatro grandes bancos para evitar recuperação judicial. Entre os projetos afetados está o centro empresarial The City, um dos maiores empreendimentos já feitos pela PDG. O projeto fica na Barra da Tijuca, no Rio. Na primeira fase, estão sendo erguidos três prédios, com um total de mil salas comerciais, além de uma torre corporativa e um minishopping. Lançado em 2013, o projeto tinha entrega prevista para o fim de 2016, mas ficará para meados de 2017. O valor geral de venda da primeira fase foi estimado, na época do lançamento, em R$ 400 milhões.

Vigor 
A Vigor (VIGR3) informou que o leilão de oferta pública para o fechamento de seu capital foi bem-sucedido. Conforme o comunicado divulgado na CVM, a FB Participações — controladora da companhia — adquiriu 348,420 mil ações da empresa (0,21% do capital social), por US$ 8,710 milhões. Com isso, a FB elevou sua participação para 72,5%.

Com isso, o número de ações detidas pelos acionistas que aceitaram a oferta do cancelamento do registro de companhia aberta superou os dois terços de ações em circulação que eram necessários para levar a oferta adiante.

Contax
O Conselho de Administração da Contax (CTAX3) aumentou a quarta emissão de debêntures a R$ 100,8 milhões. O Conselho também decidiu cancelar 5ª emissão de debêntures, segundo fato relevante enviado para a CVM. A emissão passará a ter 2 séries e o prazo é até 16 de dezembro de 2021 com remuneração de DI mais 1,25%.

GP
A GP Investments (GPIV11) tem compromisso de longo prazo com BR Properties
(BRPR3), afirmou o Valor Econômico. A companhia assumiu o controle da empresa por meio de OPA (Oferta Pública de Aquisição). Em entrevista ao jornal, o executivo Martín Jacó afirmou que a sua autonomia na condução operacional da companhia não mudou, e o conselho de administração – agora, com representantes da GP – continua “bastante ativo”. “O relacionamento entre gestão e conselho é muito bom”, diz.

(Com Agência Estado e Bloomberg)