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Investidor deve aumentar alocação em bolsa: “Não tem pra onde correr”, diz gestor

Na opinião de Marcelo Mello, da SulAmérica, o investidor deve manter o foco da carteira em ações voltadas para o mercado doméstico

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SÃO PAULO – Por mais que a bolsa de valores brasileira siga sem uma tendência definida e ainda tenha muitas incertezas no radar, o investidor brasileiro vai precisar se acostumar a tomar mais risco e investir mais no mercado acionário. A opinião é do vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello.

“Com este patamar de taxa Selic (de 7,25% ao ano), o investidor não tem para onde correr. Ele pode até buscar alternativas de investimentos no crédito privado, ou em fundos imobiliários, mas a recomendação para quem pode deixar o recurso investido por pelo menos um ou dois anos seria aumentar um pouco a posição em ações”, afirmou. Para o executivo, com mais investidores na bolsa, o próximo ano pode ser melhor para o mercado acionário. “Como isso é fluxo, podemos ter um ano positivo para a bolsa”, afirmou.

Foco no mercado doméstico
Na opinião de Mello, o investidor deve manter o foco da carteira em ações voltadas para o mercado doméstico e que não sofram tanto com os riscos de intervencionismos do governo. “Este é um item que o investidor deve colocar no radar: quais são as empresas menos suscetíveis a algum risco institucional por conta de alguma intervenção”, afirma. “Não vejo isso como uma questão estrutural, algo tão preocupante assim, mas é interessante ficar atento”, continua.

Em reportagem recente do InfoMoney, gestores e analistas lembraram que setores mais regulados, como os de utilities (energia, saneamento, telecomunicações), além do setor bancário e de petróleo tendem a sofrer mais com medidas do Governo. Por isso, a recomendação é manter uma carteira mais focada em ações de varejo e consumo. O setor de educação também foi citado por analistas como boa alternativa, principalmente depois das mudanças no Fies que beneficiaram as companhias de ensino superior no Brasil.