Bolsas mundiais

Índices futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem em recuperação após queda forte de ontem; ETF brasileiro EWZ avança 0,8%

Contudo, cautela com variante delta do coronavírus e impacto na recuperação global seguem sendo monitorados pelos investidores

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Em dia sem B3 por conta do feriado de 9 de julho em São Paulo, os investidores em Bolsa brasileira vão monitorar principalmente o desempenho dos principais índices acionários mundiais.

Após o forte sell-off da véspera em meio às preocupações com o ritmo de crescimento da economia global, intensificadas pela disseminação da variante delta do coronavírus, as bolsas da Europa e os índices futuros dos Estados Unidos registram uma sessão de recuperação na sessão desta sexta-feira (9).

Na mesma linha, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, registrava alta de 0,81% no pré-market da Bolsa de Nova York, a 38,44 pontos, após a baixa de 1,57% na véspera, por volta das 8h30 (horário de Brasília).

Os futuros do Dow e do S&P 500 subiam nesta sexta uma vez que as ações de energia se recuperavam de forte liquidação provocada por preocupações com o crescimento, colocando os índices a caminho da maior queda semanal desde meados de junho.

Na quinta, o Dow perdeu 0,75%; o S&P recuou 0,86%; e o Nasdaq perdeu 0,72%. Na semana, o Dow acumula perda de 1,1%; o S&P recua 0,7%; e o Nasdaq perde 0,5%.

Já nesta data, empresas de petróleo como Exxon Mobil registravam ganhos antes da abertura do mercado, acompanhando os preços da commodity. Após fechar em alta na véspera com a queda dos estoques de petróleo nos EUA, a sessão segue de ganhos para os contratos do WTI e do brent, com variação positiva de cerca de 1%.

Sensíveis aos juros, os bancos Wells Fargo, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America  subiam entre 0,9% e 2%, uma vez que o rendimento do Treasury de 10 anos também registrava alta, interrompendo oito dias de quedas devido a temores de que a recuperação econômica pós-pandemia está vacilante.

Embora o rendimento do referencial de 10 anos ainda acumule baixa de cerca de 10 pontos básicos na semana, ele era negociado em alta de 4,5 pontos no dia, a 1,33%, acima da mínima de quatro anos e meio de quinta-feira de 1,25%. Operadores ouvidos pela Reuters destacam que 1,25% marcou um nível de suporte técnico para o mercado.

Os mercados acionários da Europa também buscam recuperação, ao menos parcial, da baixa mais acentuada do pregão anterior. Preocupações com a covid-19 e seus impactos na atividade seguem em foco, mas hoje não impedem os ganhos das ações, com ajustes para cima em alguns setores, entre eles o de viagens.

O índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 0,91%, em 455,74 pontos.

Ao longo de toda a semana, porém, o Stoxx 600 ainda exibe baixa modesta. O Swissquote menciona em relatório o fato de que, durante a competição de futebol Euro2020, milhares de torcedores têm ido aos jogos “sem máscaras nem medidas visíveis de distanciamento”, o que segundo o banco gera questionamentos sobre a possibilidade de a variante delta se disseminar mais pelo continente.

Na agenda de indicadores, a produção industrial do Reino Unido avançou 0,8% em maio ante abril, abaixo da previsão de alta de 1,3% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O premiê Boris Johnson planeja acabar com o distanciamento social e outras medidas de restrição impostas pela pandemia em 19 de julho. Apesar de ainda existir cautela com a variante delta, a notícia apoiava hoje algumas ações ligadas a viagens. O papel da EasyJet subia 1,98% e o da Carnival, 1,87%.

Na agenda, houve também a publicação da ata da reunião de 10 de junho do Banco Central Europeu (BCE). As autoridades do banco debateram um corte no volume de compra de títulos na reunião de 10 de junho, antes de concordarem em manter o nível elevado de estímulo, destacou o documento.

Enfrentando o aumento dos custos dos empréstimos em meio a uma recuperação ainda incipiente, as autoridades do BCE pareciam preocupadas que um afastamento antecipado do mercado pudesse elevar os rendimentos e sufocar o crescimento econômico, já que alguns setores importantes ainda não estão firmes o suficiente, mesmo que o crescimento esteja agora relativamente rápido.

“Em vista das melhores perspectivas para o crescimento e a inflação, e os riscos altistas associados, foi, no entanto, argumentado que, para fornecer o mesmo grau de acomodação, as compras de ativos deveriam ser reduzidas um pouco”, disse o BCE.

Ontem, o banco central anunciou um ajuste em sua política, almejando agora uma meta de 2% de inflação, não mais de “quase 2%” como era até então.

Às 8h30 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,73%, Frankfurt avançava 0,98% e Paris, 1,79%. A Bolsa de Milão operava em alta de 1,41%, Madri subia 0,94% e Lisboa, 0,35%.

Por outro lado, os principais mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, mas fecharam na grande maioria em baixa, com a cautela por conta da disseminação da variante delta predominando entre os investidores.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,63%, em 27.940,42 pontos. Ações ligadas a maquinário e a eletrônicos puxaram o movimento, influenciado também pelas preocupações com novas medidas de estado de emergência em Tóquio, por causa da covid-19. Foi informado que a Olimpíada, que começa na cidade no dia 23, não contará com público, por causa da crise de saúde. Investidores monitoram com especial atenção agora as tendências dos casos do vírus e também o ritmo de vacinação.

Na China, a Bolsa de Xangai registrou baixa de 0,04%, a 3.524,09 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,07%, a 2.549,74 pontos. Na agenda de indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China desacelerou, para uma alta de 8,8% em junho, na comparação anual, como previsto pelos analistas.

Na Bolsa de Seul, o índice Kospi fechou em queda de 1,07%, a 3.217,95 pontos. A praça sul-coreana teve dia de queda para ações de bancos, varejo e as ligadas a viagens, diante do quadro na pandemia, com preocupações sobre a variante delta também pesando no mercado local. O governo da Coreia do Sul reforçou regras de distanciamento social para o nível mais alto em duas semanas, a partir do dia 12, após o registro diário de casos da doença atingir novo recorde no país.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão da maioria e registrou alta de 0,70%, a 27.344,54 pontos, interrompendo uma sequência de oito quedas consecutivas. Ações de consumo e tecnologia subiram hoje, mas as de finanças e varejo recuaram. Na Bolsa de Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,15%, a 17.661,48 pontos.

Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,93% na Bolsa de Sydney, em 7.273,30 pontos. A praça australiana foi influenciada por relatos de que restrições à circulação por causa da pandemia podem ser estendidas em Sydney e também por preocupações quanto ao ritmo do crescimento global.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 8h30 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,61%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,38%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%

Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,73%
*Dax (Alemanha), +0,98%
*CAC 40 (França), +1,79%
*FTSE MIB (Itália), +1,41%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,63% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,04% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,7% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,07% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +1,111%, a US$ 73,73 o barril
*Petróleo Brent, +0,82%, a US$ 74,73 o barril
*Bitcoin, +0,65%, a US$ 32.712,15
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 3,73%, cotados a 1.163 iuanes, equivalente hoje a US$ 179,39 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,48

 

(com Reuters)

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