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Ibovespa vira para queda após EUA restringirem vistos a funcionários chineses; dólar e DIs reduzem baixa

Bolsa tenta uma recuperação depois da forte baixa de ontem, motivada por rumores no cenário doméstico

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Notas de dólar
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa vira para queda perto do fim do pregão nesta terça-feira (8) após os Estados Unidos restringirem as concessões de vistos a funcionários chineses ligados à detenção massiva de muçulmanos na província de Xinjiang.

A informação ofuscou as notícias positivas do dia como a expectativa de que governo e Congresso cheguem hoje a um acordo em torno da cessão onerosa, que tem sido o principal entrave à continuidade da tramitação da reforma da Previdência.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que o acordo para definir como será a distribuição dos R$ 106,5 bilhões do megaleilão do pré-sal de novembro pode sair em meia hora. Bezerra disse ainda que o segundo turno da votação da Previdência no Senado deve sair em 22 de outubro.

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Às 16h36 (horário de Brasília) o Ibovespa cai 0,42% a 100.148 pontos, tendo chegado a perder os 100 mil pontos na mínima do pregão, logo após as notícias sobre a restrição a vistos de funcionários chineses nos EUA serem divulgadas.

Enquanto isso, o dólar comercial registra baixa de 0,32% a R$ 4,0894 na compra e a R$ 4,0912 na venda. O dólar futuro para novembro recua 0,36% a R$ 4,099.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 cai seis pontos-base a 4,82% e o DI para janeiro de 2023 recua cinco pontos-base a 5,97%.

Já o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, destacou hoje que os riscos geopolíticos são cada vez mais importantes. Segundo Powell, o Fed quer que a inflação atinja o centro da meta, de 2%. “Nós devemos ancorar a inflação em 2% para que ela não caia depois”, avaliou.

Entre os indicadores, a inflação ao produtor nos EUA caiu 0,3% em setembro, ante expectativas de que aumentasse em 0,1%. Em agosto, o indicador havia registrado um crescimento de 0,1%.

Outro ponto que traz volatilidade são os ataques da Turquia às forças curdas e à milícia que combate o ditador Bashar al-Assad na Síria e no Iraque. O presidente americano Donald Trump, ameaçou “destruir a economia turca” se o país fizer algo “fora dos limites”.

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Conflito étnico

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, chamou a prisão de muçulmanos na China de “mancha do século”. Pompeu está impondo restrições a líderes do governo e oficiais do Partido Comunista que estão ligados às detenções de uigures, cazaques e outras minorias em Xinjiang.

A proibição de concessão de vistos aos chineses é legal pela lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, que permite a imposição de barreiras aos vistos de pessoas que possam trazer consequências negativas à política externa americana.

Na véspera, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos colocou 28 empresas da China em uma lista negra por supostos envolvimentos em conflitos étnicos. A notícia vem na esteira de informações de que os chineses estão hesitando em assinar um acordo comercial com os EUA por não quererem ceder nos pontos que envolvem sua política industrial e de subsídios.

Noticiário Corporativo

A Bloomberg informa que a Petrobras (PETR3; PETR4) adiou de 11 de outubro para a 1ª metade de novembro a venda das primeiras refinarias. A nova data deve ficar próxima à agenda pelo governo para o leilão do pré-sal. A intenção da estatal é vender 8 de suas 13 refinarias, que representam metade da capacidade de refino do País.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se reuniu com lideres para discutir o projeto de lei de privatização da Eletrobras (ELET3). O projeto começou a ser discutido na comissão especial, mas foi retirado de pauta em 2018 por acordo entre líderes. Adicionalmente, o governo busca elevar os dividendos com aporte de minoritários na companhia elétrica.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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