Fechamento

Ibovespa sobe e encerra sequência negativa, mas analistas recomendam cautela diante de cenário repleto de incertezas

Mercado se recupera, mas a persistência de ruídos políticos e questões internacionais não permite clareza quanto ao futuro

ações bolsa gráfico índice mercado opções compra venda sell buy
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (19), recuperando-se depois de três quedas consecutivas, mas os analistas avaliam que ainda há incertezas demais no radar para que o investidor tenha tanta certeza de que o movimento de baixa do índice atingiu seu fundo.

Segundo Marcus Vinícius Zanetti, gestor da Kinea, o risco fiscal aumentou drasticamente com a edição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que mina ainda mais a credibilidade do teto de gastos.

Além disso, ele explica que o grande driver de alta da Bolsa no ano, a valorização das commodities energéticas e metálicas, parou de ser um suporte para o mercado. Essa mudança se deveu às políticas implementadas pela China, que na opinião de Zanetti, “uniu o útil ao agradável” para diminuir a poluição no país.

“Essas intervenções no setor de aço e de construção ajudaram a frear o ciclo de valorização das propriedades chinesas”, destaca. De acordo com o gestor, embora o múltiplo valor da empresa dividido pelo lucro na Bolsa esteja atrativo, é preciso ponderar que esse nível, a um desvio-padrão da média histórica, parece razoável diante de uma eleição polarizada para presidente da república em 2022, com risco cada vez maior de guinada populista para obtenção do apoio popular.

“Não vejo este como um ótimo momento para compra indiscriminada. É importante olhar para empresas específicas que estejam menos expostas ao ciclo econômico e a fatores políticos”, defende.

Bruno Komura, estrategista da Ouro Preto Investimentos, tem uma visão parecida. Para ele, o mercado brasileiro está se descolando para baixo do movimento internacional devido ao uso do Orçamento para melhorar a imagem do governo, como ficou claro com as notícias de aumento no benefício do Bolsa Família e de PEC dos Precatórios.

Sobre a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulgada ontem, o estrategista vê algum grau de surpresa, pois havia expectativa de que o Federal Reserve esperasse o simpósio de Jackson Hole para dar mais clareza sobre política monetária. O movimento, contudo, não é totalmente negativo.

“Parece que o Fed busca cada vez mais dar clareza para o mercado. É importante separar os fatores. O início da redução de compras de ativos pode não significar que vai começar o aumento de juros tão cedo”, diz.

Além disso, com a crise entre os Três Poderes, Komura enxerga maior dificuldade do Executivo em emplacar reformas econômicas no Congresso. Entretanto, o estrategista não dá o ano como perdido.

PUBLICIDADE

“Toda a desvalorização faz sentido dado todo esse cenário, mas até o fim do ano tem esperança de um alívio por conta da vacinação, que está avançando em diversas regiões do Brasil, principalmente em São Paulo, o que vai permitir um relaxamento das restrições”, explica.

Nesta quinta

Hoje, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%, a 114.801 pontos, mas recuperou-se junto com o exterior conforme o desempenho dos índices S&P 500 e Nasdaq, em Wall Street melhorava puxado por ações de empresas de tecnologia e ativos do setor de saúde.

Mais cedo, a ata do Fomc, que sinalizou ontem a discussão sobre a redução do ritmo de compras mensais de títulos ainda em 2021, ainda trazia muita preocupação globalmente.

Por outro lado, nesta manhã saíram os dados de auxílio desemprego nos Estados Unidos, com o número caindo 29 mil na semana encerrada em 14 de agosto, a 348 mil pedidos, segundo dados com ajustes sazonais do Departamento do Trabalho americano.

O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Refinitiv, que previam 363 mil solicitações. O total da semana anterior foi ligeiramente revisado para cima, de 375 mil para 377 mil pedidos.

Além disso, o dia ainda teve um foco de ruído a mais para mercados emergentes, que é a forte desvalorização das commodities. O minério de ferro negociado em Singapura teve baixa de 12%, passando a cair no ano após chegar a subir 55% até meados de julho.

A queda ocorreu tanto pela ata do Fomc quanto pelo consumo chinês menor (pelo crescimento menor do país e pela ação das autoridades de diminuir a poluição). O preço do petróleo também cai e já acumula 15% de queda desde as máximas de julho.

Por aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo quer em seis meses reduzir em 10% a Tarifa Externa Comum (TEF) do Mercosul para barrar o aumento da inflação. “É hora de aumentar a oferta de alimentos, aumentar a oferta de aço, de material de construção, tudo isso aí dá uma acalmada no setor”, comentou.

PUBLICIDADE

Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que ruídos políticos têm afetado as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2022 e que o Banco Central fará o que for necessário para garantir o cumprimento da meta de inflação.

O Ibovespa teve alta de 0,45%, a 117.164 pontos com volume financeiro negociado de R$ 38,49 bilhões.

Dentre as chamadas blue chips, a ação que mais subiu, ajudando a manter o benchmark em terreno positivo, era a da B3 (B3SA3), com valorização de 4,7%. O papel responde por 3,95% da composição do índice.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,89% a R$ 5,422 na compra e a R$ 5,423 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em setembro tem ganhos de 0,77% a R$ 5,437 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu seis pontos-base a 6,72%, DI para janeiro de 2023 teve queda de 17 pontos-base a 8,47%, DI para janeiro de 2025 recuou 25 pontos-base a 9,71% e DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de 17 pontos-base a 10,15%.

As bolsas asiáticas tiveram quedas na quinta, ainda por conta de temores sobre pressão regulatória na China. Em reunião de terça-feira, o Comitê Central para Assuntos Financeiros e Econômicos da China disse que esforços devem ser feitos para encontrar um equilíbrio entre garantir um crescimento econômico estável e evitar riscos financeiros, de acordo com o veículo estatal Xinhua.

Por Dentro dos Resultados

Às 18h, o InfoMoney entrevista Thiago Grechi (CFO) e David Abuhab (CSO), da Neogrid (NGRD3).

Quer fazer perguntas aos CEOs das empresas que se destacam na Bolsa? Acompanhe a série Por Dentro dos Resultados no YouTube do InfoMoney

Covid, CPI, precatórios e vacinação

PUBLICIDADE

Na quarta (18), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 813, queda de 8% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 985 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 29.117, o que representa queda de 11% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 41.017 casos.

Chegou a 118.860.218 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 56,13% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 52.453.993 pessoas, ou 24,77% da população.

Na quarta, falou à CPI da Covid no Senado Túlio Silveira, advogado da Precisa Medicamentos, que intermediou o acordo de compra pelo governo de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, produzida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech. Ele confirmou que abriu um escritório dias antes da assinatura do contrato de compras. Agora, ele passa a condição de investigado, na qual será obrigado a responder às perguntas dos senadores.

Também na quarta, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou a jornalistas que o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara, será formalmente investigado pelo que chamou de “conjunto da obra” e não apenas pelas suspeitas envolvendo as negociações para compra da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin.

Nesta quinta, falará à CPI Francisco Maximiano, sócio da Precisa. A atuação da empresa como intermediária do acordo de compra da Covaxin é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Também na quarta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade não autorizar o uso da vacina contra Covid-19 CoronaVac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.

O Butantan, responsável pelo envase no Brasil da vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, havia pedido à Anvisa no mês passado para ampliar a faixa etária para a aplicação da CoronaVac de modo que crianças e adolescentes também pudessem receber o imunizante.

Mas a agência afirmou que falta ao instituto apresentar dados que possam estabelecer o perfil de eficácia e segurança do imunizante na população pediátrica, uma vez que o estudo apresentado contou com apenas 586 participantes, número que considerou insuficiente.

Na mesma reunião, a agência reguladora também fez uma recomendação oficial ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, para que seja considerada a aplicação de uma terceira dose da CoronaVac, em caráter experimental, em especial para públicos-alvo prioritários, como pacientes imunocomprometidos ou idosos.

Além disso, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso na quarta-feira, o secretário de Orçamento do Ministério da Economia, Ariosto Culau, afirmou que a conta de precatórios de R$ 89,1 bilhões para 2022 inviabiliza o financiamento da terceira dose de vacina contra a Covid-19, prevista em plano de imunização encaminhado pelo Ministério da Saúde.

Culau afirmou que a confecção do Orçamento para o ano que vem está sendo desafiadora e que o aumento de R$ 34,4 bilhões verificado nas despesas com precatórios é sem precedentes.
Requisições de pagamento expedidas pela Justiça após derrotas definitivas sofridas pelo governo em processos judiciais, os precatórios são despesas obrigatórias. Como têm crescido vertiginosamente, eles têm na prática comido espaço, sob a regra do teto, para outras despesas.

Com a fala de Culau, a viabilização do programa de vacinação se soma aos argumentos do governo a favor de sua proposta de emenda constitucional (PEC) que visa parcelar os precatórios.

O texto divide em dez parcelas o pagamento dos precatórios de mais de R$ 66 milhões e impõe uma limitação provisória dos pagamentos anuais de precatórios a 2,6% da receita corrente líquida, o que também sujeitará precatórios entre R$ 66 mil e R$ 66 milhões a eventual parcelamento.

Com a PEC, a estimativa do Ministério da Economia é de ganhar R$ 33,5 bilhões em espaço orçamentário no ano que vem. Anteriormente, quadros do governo já afirmaram que, sem o parcelamento, seria impossível financiar a expansão do Bolsa Família e mesmo o pagamento de salários do funcionalismo.

“(Pela) magnitude do comprometimento que a gente tem com essa despesa que, pela Constituição, deve ser honrada e vai ser honrada, temos realmente muitas dificuldades para atender essas demandas das mais diversas áreas”, disse o secretário.
Também presente na audiência, o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, voltou a dizer que, antes de conhecido o impacto dos precatórios para o ano que vem, o governo previa ter um espaço adicional de R$ 30,4 bilhões para despesas em 2022 dentro do teto de gastos.

Agora, a perspectiva é de envio para o Congresso de um projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 sem qualquer folga orçamentária, o que será feito até o fim deste mês.

Imposto de Renda, teto de gastos e tensão institucional

Em entrevista concedida na quarta-feira à agência internacional de notícias Reuters, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), disse avaliar que o projeto que altera regras do Imposto de Renda “subiu no telhado”, tem poucas perspectivas de aprovação no momento e precisará ser reconstruído para chegar a um mínimo de convergência.
O parlamentar disse ter se comprometido com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a participar das negociações.

Para o deputado, a proposta do IR, que teve sua votação adiada mais uma vez na terça-feira, conta com pouco apoio e correria o risco de ser derrotada em plenário se fosse a voto, mesmo se tratando de um projeto simples, sem a necessidade de quórum qualificado de aprovação.

Para o deputado, a investida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, buscando viabilizar um novo programa social em substituição ao Bolsa Família coloca em risco dois “patrimônios” conquistados pelo país nas últimas décadas: o controle da inflação e os sinais de austeridade fiscal.

“Para mim está claro que há um abandono da política de austeridade fiscal, porque a prioridade absoluta do presidente é turbinar o programa de transferência de renda. Não por um desejo de ajudar os brasileiros, mas por uma métrica absolutamente eleitoral, porque ele começa a enxergar que essa pode a ser a última tábua de salvação para o projeto dele de reeleição. Se o preço disso for romper o teto de gastos, que se rompa”, disse Ramos.

“Na verdade, me parece muito claro que o ministro Paulo Guedes já decidiu romper o teto de gastos. A discussão não é se vai romper. É como vai romper”, afirmou. Ele disse avaliar que saídas como parcelar “compulsoriamente” os precatórios ou classificando-os como despesa corrente ferem teto de gastos.

O parlamentar diz avaliar, ainda, que o discurso mais agressivo e os ataques de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a integrantes das cortes, integram parte de sua estratégia eleitoral.

Na quarta, os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia-crime contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, pelo suposto crime de prevaricação por suposta omissão em relação aos ataques do presidente Jair Bolsonaro e aliados ao sistema eleitoral brasileiro, na defesa do regime democrático brasileiro e na fiscalização do cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

A peça, dirigida à ministra do STF Cármen Lúcia, pede que o caso seja analisado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Em entrevista de 13 minutos publicada como reportagem de capa do jornal Folha de S. Paulo nesta quinta, Aras nega ter se omitido em relação aos ataques do presidente Bolsonaro contra o sistema de votação. Questionado sobre se o sistema é confiável, ele afirma: “não há nenhuma prova [contrária ao sistema] do Ministério Público Eleitoral”.

Na quarta, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a retomada de uma reunião entre os chefes dos Poderes, ressaltando que o radicalismo e o extremismo são capazes de derrotar a democracia.

O presidente do STF cancelou no início do mês uma reunião que estava marcada entre os chefes dos Poderes, citando como razão os ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro a magistrados do Supremo, em especial os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Pacheco ressaltou que a democracia “não pode ser aviltada e questionada como está sendo recentemente no país”, e destacou a necessidade de diálogo para a solução da crise institucional vivida atualmente, em especial entre o Executivo e o Judiciário.

Na abertura da sessão do Supremo na quarta, Fux fez um breve comunicado aos demais ministros sobre o encontro que teve com Pacheco e disse que o pedido do presidente do Senado será avaliado.

Em um evento de entrega de casas em Manaus na quarta, Bolsonaro disse que no dia 7 de setembro estará “onde o povo estiver”, indicando que deve efetivamente participar das manifestações marcadas para o dia. Uma fonte disse à agência Reuters que Bolsonaro irá aos atos organizado por apoiadores em São Paulo e em Brasília, que têm entre suas pautas a defesa do voto impresso, a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças de golpe de Estado.

O presidente também voltou a falar da alta da inflação e do preço dos combustíveis. Reclamou que o preço do botijão de gás e do litro da gasolina era “absurdo”, mas fez questão de culpar os governos estaduais pela alta.

“Pensar nos mais humildes é zerar impostos, não aumentar impostos para que os produtos cheguem mais baratos na ponta”, afirmou.

Radar corporativo

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
CVCB37.909619.1
LWSA37.7876124.36
TOTS35.7803536.6
RENT35.3070158.14
LCAM35.1717226.03

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
CSNA3-5.7804937
VALE3-5.7054497.51
USIM5-5.6874717.08
BRAP4-5.3299563.41
GGBR4-3.5191627.69

O noticiário corporativo tem como destaques Vale, Petrobras, entre outras companhias, confira abaixo:

Vale (VALE3)

A Vale comunicou que recebeu “com surpresa”, pela mídia, a notícia de que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) propôs um incidente de desconsideração da personalidade jurídica da Samarco, em que solicitou que suas duas sócias fossem integradas ao processo de recuperação judicial em curso. A mineradora afirma que não foi formalmente notificada da ação, e apresentará a sua defesa no prazo legal.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras retomou o processo de arrendamento do seu Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bahia para a texana Excelerate Energy, única a apresentar proposta em uma licitação do ativo feita em junho.

Ainda em destaque, a Petrobras ampliou a oferta de combustíveis para térmicas, o que permitiu aumentar, em nove meses (de setembro de 2020 a junho de 2021), a geração termelétrica de suas usinas e de clientes de cerca de 2 mil megawatts (MW) para quase 8 mil MW.

Copel (CPLE6)

A Copel lançou na quarta o Programa de Demissão Incentivada (PDI), em função da venda da Copel Telecom. Segundo a empresa, o PDI é estimado em R$ 80,6 milhões de indenizações, com prazo para adesão no período de 18 a 31 de agosto deste ano e com os desligamentos previstos para 15 de fevereiro de 2022.

Braskem (BRKM5)

A Braskem confirmou que fechou com a Nexeo Plastics uma parceria de distribuição de filamento de polipropileno (PP) e pellets para fabricação de aditivos. O acordo irá ampliar a distribuição internacional dos produtos da petroquímica para a América do Norte e Europa.

Ambipar (AMBP3)

A Ambipar informou que apresentou à CVM pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

JBS (JBSS3)

A agência Standard & Poor’s elevou de estável para positiva a escala global da JBS, com a classificação de crédito em BB+, informou a segunda maior companhia de alimentos do mundo nesta quarta-feira.

Vinci Partners (NASDAQ:VINP)

A Vinci Partners, que abriu seu capital em janeiro deste ano na Nasdaq, fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 53,4 milhões, representando uma alta de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seis meses, o lucro foi de R$ 100,4 milhões, um crescimento de 53% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

A Alliar (Centro De Imagem Diagnósticos) informou que a Rede D’Or comprou mais 63 mil ações ordinárias de emissão da companhia nesta quarta-feira, 18, totalizando R$ 721,95 mil, após outras aquisições informadas na segunda e terça-feira. Até esse momento, a empresa possui 3,708 milhões de ações da Alliar.

BRF (BRFS3)

A companhia de alimentos BRF inaugurou na quarta-feira uma nova fábrica de salsichas localizada em Seropédica (RJ), com investimento em torno de R$ 300 milhões, atenta a uma demanda excedente pelo produto que ganhou fôlego durante a pandemia da Covid-19.

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre anunciou nesta quarta-feira acordo para ser acionista do Aleph Group com a aquisição de participação de US$ 25 milhões na empresa de mídia digital, que opera na América Latina por meio da Internet Media Services (IMS).

Dexco

Após a alteração de seu nome, a antiga Duratex, que agora se chama Dexco, vai mudar o seu ticker na Bolsa de DTEX3 para DXCO3, com mudança que passe a valer a partir do pregão desta quinta.

IPOs

A fabricante de meias e de roupa íntima Lupo pediu autorização para uma oferta inicial de ações (IPO), em busca de recursos para investir em tecnologia, distribuição e aquisições de negócios, segundo registro na CVM na quarta.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.