Resumo da Bolsa

Ibovespa sobe 1% e tem quarta alta consecutiva em dia “sem” EUA; dólar cai abaixo de R$ 3,90

Índice chegou a subir mais de 2%, mas perdeu força após o fechamento de Wall Street, que encerrou os negócios mais cedo por conta do feriado desta quarta

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SÃO PAULO – Após ganhar força e chegar a subir mais de 2%, o Ibovespa perdeu força após os índices norte-americanos fecharem o pregão em queda, mas conseguiu se manter no positivo. Wall Street encerrou os negócios às 14h nesta terça-feira (3) por conta do feriado de Dia da Independência que ocorre amanhã. O dia no Brasil foi marcado por um noticiário calmo e alívio vindo da China após declarações sobre o rumo do yuan.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com ganhos de 1,14%, aos 73.667 pontos, após chegar a saltar 2,30% na máxima do dia, atingindo sua quarta alta consecutiva. O volume financeiro ficou em R$ 8,184 bilhões. Enquanto isso, o dólar recuou 0,40%, cotado a R$ 3,8954 na venda, após bater R$ 3,8733 na mínima. Nos EUA, os índices perderam força no fim do pregão, com o Dow Jones caindo 0,54% em um cenário de cautela durante o feriado que manterá a bolsa fechada amanhã.

Para Rodrigo Glatt, sócio da GTI, este é um movimento técnico do mercado de recuperação após a forte queda dos últimos dias. Além disso, outro fator é o cenário político mais benigno, principalmente após as recentes pesquisas manterem Marina Silva na frente de Ciro Gomes. O mercado também fica atento ao encontro do presidente Michel Temer com Fernando Henrique Cardoso, que pode indicar uma certa união na centro-direita.

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Mais cedo, o otimismo tomou conta do mercado após a China prometer sustentar sua moeda, aliviando o sentimento negativo que estressou os mercados na véspera. O presidente do Banco Central da China afirmou que manterá o yuan “basicamente estável em nível razoável e equilibrado”, o que acaba freando o dólar frente seus pares e gerando menor aversão ao risco.

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Os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 recuavam 3 pontos-base, aos 6,77%, enquanto com vencimento em janeiro de 2021 marcavam queda de 5 pontos, aos 9,14%, de olho em mais um leilão coordenado entre BC e Tesouro. A autoridade monetária realizou um leilão de R$ 5 bilhões em títulos públicos com compromisso de revenda de 9 meses. A preferência no momento será ofertar títulos mais curtos, dado que curva inclinada eleva custo de títulos mais longos.

Destaques do mercado

Do lado positivo, destaque para as ações da BRF, que seguem subindo com os investidores animados após o plano de reestruturação anunciado na última sexta-feira. Fora do índice, as atenções ficaram nos papéis da Duratex, que saltaram 4% após acordo com a Suzano (veja mais aqui).

As maiores altas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 KROT3 KROTON ON10,66+9,56-41,10134,77M
 USIM5 USIMINAS PNA7,75+7,19-14,46138,65M
 EMBR3 EMBRAER ON EJ25,98+5,10+30,53124,66M
 BBDC4 BRADESCO PN EJ27,76+4,62-9,44359,26M
 ELET6 ELETROBRAS PNB15,35+4,56-32,3828,19M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

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 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 VALE3 VALE ON47,99-1,58+20,55503,56M
 BRKM5 BRASKEM PNA50,40-1,25+22,6356,45M
 RAIL3 RUMO S.A. ON13,69-1,23+5,55139,46M
 NATU3 NATURA ON30,24-1,18-7,6435,55M
 BRAP4 BRADESPAR PN28,29-1,12+2,1025,78M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 CódigoAtivoCot R$Var %Vol1Vol 30d1Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N217,50+0,171,00B1,16B50.697 
 VALE3 VALE ON47,99-1,58503,56M936,60M23.355 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED41,30+2,35360,51M639,19M24.637 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ27,76+4,62359,26M431,56M27.789 
 BBAS3 BRASIL ON29,65+0,88299,86M384,24M25.515 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON124,53-0,72264,48M257,43M4.132 
 LREN3 LOJAS RENNERON EJ30,00+3,45207,52M110,87M12.017 
 ABEV3 AMBEV S/A ON18,09-0,28198,52M314,44M29.703 
 ITSA4 ITAUSA PN9,59+3,34177,87M245,82M27.393 
 GGBR4 GERDAU PN14,29+2,66165,16M176,42M19.842 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
IBOVESPA

Notícias do dia
As disputas por alianças para a eleição de 2018 seguem dando o tom do noticiário. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, dirigentes do PT admitem dificuldades em fechar uma aliança nacional com o PSB, mas ainda tentam conter a ala que quer colocar a campanha de Marília Arraes (PT-PE) para rivalizar com a do governador Paulo Câmara (PSB-PE), o que pode aumentar a animosidade entre os partidos. Enquanto isso, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, programa novo aceno ao PSB, enquanto o DEM se divide entre Ciro e Geraldo Alckmin. 

Neste sentido, informa o jornal O Globo, uma reunião na próxima quinta-feira com líderes de PP, DEM, PRB, Solidariedade, PSC e PR deve definir o destino que os partidos vão seguir na eleição presidencial. Apesar de o discurso oficial de sustentar que o bloco vai caminhar junto, a união está perto de terminar. Há divergências sobre qual pré-candidato receberá apoio — Ciro, Alckmin (PSDB) ou Alvaro Dias (Podemos) —, o que deve ser determinante para o rompimento. O PR, mais descolado, está próximo de Jair Bolsonaro (PSL).

Atenção ainda para o noticiário sobre a Lava Jato. Segundo Monica Bergamo, da Folha, o processo em que Lula é investigado por reformas no sítio de Atibaia realizadas por empreiteiras pode ser finalizado pelo juiz Sergio Moro em outubro, na reta final das eleições presidenciais.

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