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Ibovespa sobe 0,86% nesta sexta, com ajuda de petroleiras, mas cai 0,85% na semana; dólar avança 0,42%

Sinais de que a economia norte-americana está saudável puxa exportadoras de produtos não manufaturados

Vitor Azevedo

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O Ibovespa fechou em alta de 0,86% nesta sexta-feira (8), aos 127.093 pontos, seguindo o movimento visto no exterior. Na semana, o principal índice da Bolsa brasileira, no entanto, caiu 0,85%

Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 0,36%, 0,41% e 0,45% – a despeito de os treasuries yields para dez anos terem ganhado 10,2 pontos-base, a 4,231%.

“O payroll ‘na medida’, com criação forte de empregos e sem pressões de salários relevantes, além de dados da confiança do consumidor acima do esperado, levaram a fortes ganhos nas bolsas em NY, o que beneficiou o mercado local”, disse Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.

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Investidores, após o temor com os juros na maior economia do mundo arrefecer, já começam a monitorar os dados macroeconômicos de outra forma. Se antes números um pouco acima do esperado eram vistos como uma pressão a mais para o Federal Reserve subir os juros, hoje eles são um sinal de que a economia está bem – e de que as empresas terão bons lucros. Isso justifica a alta dos índices a despeito do avanço dos yields.

“A alta das taxas das Treasuries pesou sobre a curva de juros local, apesar da 1ª prévia tranquila do IGP-M de dezembro, com as taxas locais subindo cerca de 2,5 pontos. O reforço da tese de ‘juros altos por mais tempo’ nos EUA beneficiou a moeda americana globalmente”, acrescentou Borsoi.

Com a alta dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos, o dólar ganhou força mundialmente. O DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas de países desenvolvidos, subiu 0,43%, aos 103,98 pontos.

Frente ao real, a alta foi de 0,42%, a R$ 4,929 na compra e a R$ 4,930 na venda. Na semana o recuo foi de 0,37%.

Ações de commodities puxam Ibovespa

A economia mais forte nos EUA deu sustentação ao avanço das commodities – que puxaram o Ibovespa.

“As maiores altas da bolsa de hoje foram impulsionadas pela retomada do movimento altista de curto prazo do petróleo. Com isso, temos PRIO3 e PETR4 com ganhos”, disse Anderson Silva, head de renda variável e sócio da GT Capital. Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras subiram mais de 3%, acompanhando a alta de 2,42% do Brent.

Do outro lado, a alta dos juros nos Estados Unidos pressionou a curva dos DIs. A taxa dos DIs para 2025 subiu 2,5 pontos-base, a 10,34%, bem como a para 2027, que foi a 10,11%. Os contratos para 2029 foram a 10,53%, com mais um ponto, e os para 2031, a 10,90%, com mais três pontos.

“Na ponta contrária, tivemos MGLU3, BHIA3 e AZUL4 refletindo um repique de alta das curvas futuras de juros. Essa alta de juros me parece um movimento natural. Em um processo de ajustes da economia, o mercado precisa parar para pensar e respirar de tempos em tempos, não sobe em linha reta e com raras exceções também não desce em linha reta”, diz Silva.