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Ibovespa Futuro tem leve alta com Boletim Macrofiscal e Guillen no radar

Em Wall Street, índices futuros operam em alta, um dia após a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) vir mais comportada, levemente abaixo do esperado, e impulsionar o apetite ao risco

Felipe Moreira

B3 (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera ligeira alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (16), com investidores à espera da divulgação do Boletim Macrofiscal e novas falas de diretor do Banco Central, enquanto no exterior se consolidam as expectativas de cortes de juros nos EUA.

Diogo Abry Guillen, diretor de Política Econômica do BC, participa às 9h de palestra Magna da II Conferência Anual do Banco Central. Na véspera, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Monetária da autarquia, Gabriel Galípolo, buscaram amenizar discordâncias, com ambos defendendo uma postura dura da autoridade monetária no combate à inflação.

Já a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulga às 13h o boletim com as projeções de curto e médio prazo para a economia, seguido de coletiva de imprensa.

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Às 9h10, o índice futuro com vencimento em junho subia 0,43%, aos 129.765 pontos.

Em Wall Street, índices futuros operam em alta, um dia após a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) vir mais comportada, levemente abaixo do esperado, e impulsionar o apetite ao risco. Os dados encorajaram os investidores a acreditar que o BC americano poderá começar a cortar os juros num futuro próximo.

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Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,05%, S&P500 avançava 0,08% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,14%.

Ibovespa, dólar e mercado externo


O dólar à vista opera com queda de 0,23%, cotado a R$ 5,125 na compra e R$ 5,126 na venda. Já dólar futuro (DOLFUT), caia 0,13%, indo aos 5.133 pontos.

No mercado de juros, os contratos futuros operam com baixa. O DIF26 caia 0,02 pp, a 10,56%; DIF27, -0,02 pp, a 10,88%; DIF29 -0,02 pp, a 11,34%; DIF31, -0,02 pp, a 11,55%.

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Os preços do petróleo passaram a ter leve queda após subirem mais cedo com sinais de uma procura mais forte nos EUA, onde os dados mostraram uma inflação mais lenta do que os mercados esperavam, fortalecendo o argumento para um corte nos juros que poderia resultar numa procura ainda mais forte.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com notícias de que autoridades chinesas estão considerando compras governamentais de casas não vendidas, elevando o sentimento dos investidores e as perspectivas de demanda pela commodity.

Já os mercados asiáticos fecharam em alta generalizada, após Wall Street renovar máximas históricas ontem na esteira de dados contidos de inflação dos EUA. Ontem, as bolsas de Nova York subiram a patamares recordes, após números mais moderados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA alimentarem esperanças de cortes de juros na maior economia do mundo ainda este ano.

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Em dia de apetite por risco na Ásia, uma pesquisa mostrando que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão encolheu a uma taxa anualizada de 2% entre janeiro e março ficou em segundo plano. No fim da noite de hoje, a China publica dados mensais de produção industrial e vendas no varejo.

Os mercados europeus operam no vermelho, uma vez que resultaos corporativos pesaram numa recuperação de alívio para os mercados globais, após dados de inflação nos EUA mais fracos do que o esperado.