Abertura

Ibovespa Futuro sobe com sinais de reabertura de economias na Europa; dólar bate R$ 5,79 após Copom

Pré-market registra ganhos diante da melhora no cenário global a respeito do coronavírus

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (7) com o abrandamento das quarentenas impostas na Alemanha e na Grã Bretanha. A chanceler Angela Merkel anunciou ontem que a economia do país irá se reabrir gradativamente à medida em que a pandemia de coronavírus se desacelera. O campeonato alemão de futebol deve ser reiniciado na segunda quinzena de maio. O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, também afirmou ontem que o “lockdown” será amenizado no Reino Unido a partir da próxima segunda-feira.

Por aqui, o mercado reflete a decisão surpreendente do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual na véspera, levando a taxa básica de juros brasileira para 3% ao ano.

Às 09h05 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 2,08% a 80.390 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tinha alta de 0,72% a R$ 5,77, refletindo uma queda ainda maior no diferencial de juros entre o Brasil e países desenvolvidos depois do que foi decidido ontem pelo Copom. O dólar comercial, por sua vez, chegou a subir 1,5%, cotado a R$ 5,79, mais novo recorde nominal, mas amenizou os ganhos e sobe cerca de 1%, a R4 5,762 na compra e R$ 5,7645 na venda.

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As bolsas da Ásia fecharam todas muito próximas à estabilidade, com pequeno avanço em Tóquio, mas quedas nas outras praças. Os mercados refletiram a balança comercial de abril da China, publicada na madrugada pela Autoridade Alfandegária do país. Houve crescimento de 3,9% nas exportações, embora as importações tenham caído.

Copom e indicadores econômicos

Em uma decisão que surpreendeu boa parte dos economistas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o corte em 0,75 ponto percentual da Selic, levando para uma nova mínima histórica de 3% ao ano e indicou no comunicado que pode fazer um novo corte na próxima reunião, não maior do que o atual.

A parte curta da curva do DI deve ter queda forte para se ajustar ao Copom, pois fechou ontem precificando cortes de 61 e 28 pontos para as reuniões de maio e junho, respectivamente; para analistas, além do corte de 0,75 pp agora, BC ainda sinalizou outro alívio entre 0,50 pp e 0,75 pp, sem descartar reduções adicionais se atividade e inflação seguirem declinando.

Roberto Secemski, do Barclays, a decisão foi surpreendentemente dovish, não só por cortar 75 bps, mas por considerá-la a opção ‘mais moderada’. Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do Banco Central entre os anos de 1999 e 2003 e hoje presidente da Mauá Capital, diz que a instituição acelerou o passo com o corte de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros Selic. No entanto, para ele, há espaço para reduzir ainda mais. “Eu iria para próximo de 2% muito mais rapidamente. Mesmo sendo mais agressivo, o BC ainda está com uma postura mais cautelosa”, afirma.

Já o Departamento do Trabalho do governo americano divulgará às 9h30 o número de pedidos do seguro-desemprego na semana passada. São esperados 3 milhões de pedidos, segundo estimativa feita pela agência Dow Jones para a CNBC. Na semana anterior, foram feitos 3,8 milhões de pedidos. No Brasil, a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulga produção, vendas e exportação de veículos novos em abril. Os números devem mostram forte retração.

Política 

O Senado aprovou auxílio de até R$ 125 bilhões a estados e municípios e lei vai a sanção presidencial. Os senadores recusaram a emenda dos deputados que alteraria um dos critérios de distribuição de recursos entre os estados, mas confirmaram parte de outra emenda da Câmara que atinge as contrapartidas impostas, ampliando as categorias de servidores que não terão salários congelados.

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Com o aval do presidente Jair Bolsonaro, o Congresso ignorou o ministro da Economia, Paulo Guedes, derrubou o congelamento de salários de diversas categorias de servidores públicos e reduziu em quase R$ 90 bilhões a economia nos gastos do governo federal, Estados e municípios com a folha de pagamento de pessoal até 2021. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, o congelamento era uma contrapartida que Guedes cobrou para repassar diretamente R$ 60 bilhões aos governadores e prefeitos nos próximos quatro meses, suspender dívidas e manter garantias do Tesouro em empréstimos, num alívio financeiro total de R$ 125 bilhões.

A Câmara aprovou o Orçamento de Guerra; todos os destaques foram rejeitados e texto vai à promulgação. O BC poderá comprar e vender títulos do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional, e também direitos de crédito e títulos privados no âmbito de mercados secundários nos setores financeiro, de capitais e de pagamentos.

Pandemia no Brasil 

Diante do avanço da epidemia do coronavírus no país, cientistas estão recomendando que cidades em que o sistema de saúde esteja entrando em colapso adotem o lockdown, que é a restrição completa ao trânsito de pessoas, com exceção de idas ao supermercado e a farmácias. Segundo matéria do jornal O Globo, os cientistas pedem o lockdown no Rio de Janeiro e em cidades do Nordeste.

A Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz – pediu o lockdown urgente no Rio de Janeiro, para evitar “uma catástrofe humana”. O comitê científico do Nordeste também pediu que o lockdown ocorra nos estados da região onde os hospitais estejam no limite. Ontem, o Brasil registrou mais 615 mortes pela Covid-19 em 24 horas. O país tinha na noite de ontem 125.218 casos confirmados, com 8.536 óbitos.

Noticiário corporativo 

O Banco do Brasil divulgou os resultados do 1º trimestre de 2020 na manhã de hoje e reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,40 bilhões, uma queda de 20% sobre igual período do ano passado. Já a Ambev viu o lucro líquido ajustado cair 56% no primeiro trimestre, para R$ 1,23 bilhão

Já a AES Tietê também divulgou resultados e apurou lucro líquido de R$ 75 milhões no período, uma expansão de 21,5% sobre igual trimestre de 2019. A empresa justificou os motivos para não ter aceito a oferta hostil da Eneva Energia e informou que pagará dividendos de R$ 89 milhões aos acionistas em 20 de maio. O Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI) – também divulgou resultados e reportou lucro líquido de R$ 208 milhões no 1º trimestre, um crescimento de 40,9%.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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