Abertura

Ibovespa Futuro sobe com notícia de recuo nas tarifas entre EUA e China; dólar cai

Pré-market aponta para um dia de correção após a queda da véspera na esteira da cessão onerosa

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (7) tomando emprestado o otimismo que permeia as bolsas internacionais após o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, dizer que Estados Unidos e China concordaram nas últimas duas semanas em cancelar as tarifas adicionais impostas durante sua guerra comercial.

Contudo, a expectativa, segundo as agências internacionais, é de que a reunião entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, da China, Xi Jinping, para a assinatura do acordo comercial, seja adiada até dezembro.

Às 9h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para dezembro subia 0,66% a 109.625 pontos. O dólar futuro com o mesmo vencimento caía 0,84% a R$ 4,0495, enquanto o dólar comercial caía 0,90%, a R$ 4,045 na venda, em uma sessão de ajuste após disparar 2,22% na véspera com a decepção com o leilão da cessão onerosa, que não atraiu estranegiros.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 tem alta de um ponto-base a 4,50% e o DI para janeiro de 2023 tem queda de um ponto-base a 5,53%.

Por aqui, hoje, haverá a 6ª Rodada dos leilões da cessão onerosa, com a oferta de cinco blocos no pré-sal, que serão vendidos de forma mais amigável do que as quatro áreas leiloadas ontem. O leilão desta quinta soma R$ 7,8 bilhões e é esperado um pouco mais de apetite das empresas estrangeiras.

Na véspera, somente as áreas de Búzios e Itapu foram arrematadas, sendo que Búzios teve 90% de participação da Petrobras e apenas 10% das chinesas CNODC e CNOOC. As áreas de Atapu e Sépia não receberam nenhuma oferta. O governo, que esperava levantar R$ 106,5 bilhões, conseguiu “apenas” R$ 70 bilhões.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cresceu 0,1% em outubro, ante a expectativa mediana do consenso Bloomberg de avanço de 0,07%. Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%. No acumulado do ano, o índice registrou 2,60% e, na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 2,54%, abaixo dos 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Noticiário Corporativo

A agenda de resultados se intensifica hoje com a divulgação, com a publicação dos balanços de Banco do Brasil e Azul antes da abertura do mercado. Após o fechamento saem B3, Sul América, Iguatemi, Cyrela, Gafisa, Tecnisa, Tenda, Marisa, Burger King, CVC, Energisa, JSL e Triunfo.

O Banco do Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 4,256 bilhões no 3º trimestre, alta de 34% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 3,175 bilhões. Entre outros balanços, o Carrefour Brasil lucrou R$ 430 milhões no período, alta de 21,1%, enquanto a Ultrapar teve lucro ajustado de R$ 307 milhões, queda ante os R$ 323,2 milhões de um ano antes. O IRB Brasil Re, por sua vez, teve um lucro líquido de R$ 392,5 milhões no período, resultado 28,9% maior do que o obtido no mesmo período de 2018.

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O lucro da Totvs subiu 2,4 vezes, a R$ 87,2 milhões, enquanto a receita cresceu 7,5%, para R$ 575,2 milhões. A Intermedica teve lucro líquido ajustado de R$ 155,7 milhões, a Guararapes lucrou  R$ 67,9 milhões e a Wiz teve lucro de R$ 62,3 milhões.

Já a Petrobras vendeu a Liquigás por R$ 3,7 bilhões, segundo a coluna de Lauro Jardim, do Globo. De acordo com a publicação, a estatal teria recebido três ofertas pela Liquigás, mas quem levou a empresa foi o consórcio Copagaz/Itaúsa. A Liquigás é uma distribuidora de gás liquefeito de petróleo. Além do gás para uso doméstico, ela fornece produtos e serviços para diversos setores da indústria, comércio e agricultura.

A JBS anunciou na noite de ontem a aquisição, por meio de sua controlada Seara Alimentos, a compra do Frigorífico Marba. O valor da aquisição não foi divulgado. Segundo a empresa, essa aquisição está em linha com a estratégia da companhia de ampliar a participação de produtos de maior valor agregado e de marcas em seu portfólio.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência Senado, Agência STF e Bloomberg)

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