Comentário diário

Ibovespa Futuro corrige após 9 altas seguidas; ADRs da Vale caem 1,7% seguindo Rio Tinto

Pré-market recua em dia de correção global trazida principalmente pela produção de minério menor que a esperada da Rio Tinto

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta terça-feira (19) em correção ao forte rali recente. A Bolsa subiu por nove pregões consecutivos e atingiu seu maior patamar em 14 meses com um forte fluxo de capital migrando para o Brasil por conta do aumento da liquidez global e dos problemas enfrentados por outros países emergentes como a Turquia, que sofreu uma tentativa de golpe militar na sexta-feira passada. Lá fora, as bolsas mundiais têm leves perdas após a mineradora Rio Tinto informar que a sua produção de minério de ferro subiu menos do que o esperado. As moedas da Austrália e da Nova Zelândia afundam com especulações de que seus bancos centrais cortarão juros no mês que vem. 

Às 9h24 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto caía 0,81%, a 56.875 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tem alta de 0,46% a R$ 3,282. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 avança 1 ponto-base a 12,70%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 registra ganhos de 3 pontos-base a 12,01%. 

No pré-market, as os ADRs (American Depositary Receipts) da Rio Tinto recuam 4,76% a US$ 31,42, enquanto os ADRs da Vale caem 1,65% a US$ 5,35. 

Cenário externo
O dia é de leve baixa para as bolsas mundiais, com as mineradoras sendo o destaque de baixa após a Rio Tinto informar que produção de minério de ferro subiu menos que o esperado. Na Europa, o mercado segue na expectativa pela reunião do BCE (Banco Central Europeu) na quinta-feira. Ativos considerados de maior proteção, como Treasuries e ouro, têm maior demanda por investidores. Na Ásia, as bolsas chinesas têm 1ª queda em 7 dias, liderada por recuo de empresas de energia e setor financeiro; enquanto isso, o Nikkei segue o rali após ficar fechado na segunda por conta de feriado.

Michel Temer se reúne com equipe 
O presidente interino Michel Temer reúne equipe econômica para discutir medidas de crescimento às 11h. O encontro estava programado para 14h30 desta 2ª-feira, segundo informação da Secretaria de Comunicação Social do Planalto, mas agenda de alguns ministros obrigou o adiamento. Os ministros da Fazenda Henrique Meirelles e do Planejamento Dyogo Oliveira devem falar com a imprensa após o encontro. À noite, às 20h, ele  participa de jantar com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Renan Calheiros, presidente do Senado.

Expectativa por desestatizações 
As desestatizações previstas pelo governo federal têm o potencial de levantar recursos de pelo menos R$ 120 bilhões, segundo levantamento feito pelo ‘Estado’ com base nas estimativas do próprio governo. Esse reforço nas contas virá de concessões, privatizações, vendas de ativos, securitizações e aberturas de capital. 

Reunião do Copom
O Copom (Comitê de Política Monetária faz primeiro dia de reunião em Brasília, a primeira sob o comando de Ilan Goldfajn e em novo horário, a partir das 14h30. A expectativa é de que seja anunciado amanhã a manutenção da taxa de juros em 14,25% ao ano. 

Agenda econômica – Brasil
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou alta de 0,85% na segunda quadrissemana de julho, mostrando nova aceleração ante a primeira quadrissemana do mês, quando avançou 0,78%, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Agenda econômica Europa
Já na Europa, o índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu para -6,8 em julho, de 19,2 em junho, atingindo o menor nível desde novembro de 2012, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado frustrou analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda bem menor do indicador, a 8,5.

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Por fim, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu mais que o esperado na comparação anual de junho, segundo dados publicados hoje pelo Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). Em relação a junho de 2015, o CPI britânico avançou 0,5% no mês passado, após subir em ritmo anual mais fraco em maio, de 0,3%. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal estimavam ganho anual um pouco menor em junho, de 0,4%. Os últimos dados do ONS foram coletados antes de o Reino Unido votar por sua saída da União Europeia. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

Assista à programação do InfoMoney TV desta terça-feira:

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