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Ibovespa Futuro cai em dia de IPCA enquanto exterior aguarda inflação nos EUA

Ibovespa fechou com forte baixa na véspera em meio a receios de que o BC possa se tornar mais brando no combate à inflação a partir de 2025

Felipe Moreira

B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera com ligeira queda nesta sexta-feira (10), após tombo da véspera, quando investidores ficaram preocupados com tom duro do Copom e que autoridade monetária possa se tornar mais branda no combate à inflação a partir de 2025. Hoje investidores digerem dados de inflação de abril enquanto o mercado internacional se prepara para os números de inflação ao produtor e ao consumidor nos EUA na semana que vem.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador de inflação oficial do País, voltou a acelerar, para 0,38% em abril, após alta de 0,16% em março. No ano, o IPCA acumula alta de 1,80% e, nos últimos 12 meses, de 3,69%. Os dados de abril ficaram acima do esperado, pois o consenso LSEG de analistas estimava inflação de 0,35% na comparação mensal. A estimava para a inflação em 12 meses era de 3,66%.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de almoço de lideranças em São Paulo. No campo corporativo, dezenas de empresas reportaram seus resultados na noite da última quinta-feira (9). Entre as companhias que relataram dados triemstrais estão Magazine Luiza, Suzano, B3, CSN, entre outras.

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Às 9h14, o índice futuro com vencimento em maio caia 0,11%, aos 129.510 pontos.

Em Wall Street, índices futuros operam com alta, com vários integrantes do Federal Reserve (Fed) programados para falar nesta sexta-feira (10), incluindo os presidentes do Fed, Lorie Logan, de Dallas, Neel Kashkari, de Minneapolis, e Austan Goolsbee, de Chicago. A governadora do Fed, Michelle Bowman, também está prevista para discursar.

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Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,20%, S&P500 avançava 0,29% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,36%.

De volta ao cenário nacional, entre as empresas, são esperados os números do primeiro trimestre de Magalu, CSN, Suzano, CPFL, Sabesp e B3, entre outros.

Ibovespa, dólar e mercado externo


O dólar à vista opera com baixa de 0,23%, cotado a R$ 5,130 na compra e na venda. Já dólar futuro (DOLFUT), caia 0,10%, indo aos 5.143 pontos.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam sem direção única. O DIF26 subia 0,02 pp, a 10,50%; DIF27, +0,01 pp, a 10,86%; DIF29 +0,01 pp, a 11,42%; DIF32, -0,03 pp, a 11,,69%.

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira, com sinais de melhoria da economia na China e e à medida que as negociações para pôr fim ao conflito entre Israel e o Hamas não produziram resultados. Já as cotações do minério de ferro na China também fecharam em alta.

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, acompanhando ganhos em Wall Street que vieram em meio a esperanças renovadas sobre cortes de juros nos EUA.

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Liderando o viés positivo na Ásia, o índice Hang Seng saltou 2,30% em Hong Kong, a 18.963,68 pontos, atingindo o maior patamar desde agosto do ano passado, também impulsionado por reportagem da Bloomberg de que a China considera isentar investidores individuais do pagamento de impostos sobre dividendos obtidos com ações de Hong Kong compradas por meio do esquema de negociação ‘Stock Connect’.

Os mercados europeus operam em alta, enquanto a economia do Reino Unido emergiu de uma recessão, mostraram os dados do produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre divulgados nesta sexta-feira. O PIB aumentou 0,6% nos três meses anteriores – acima da estimativa de 0,4%. O Reino Unido entrou numa recessão superficial no segundo semestre de 2023.