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Ibovespa Futuro cai com tensão política entre Levy e governo; dólar sobe

Rumores de que Lula deseja trocar Levy por Barbosa pesam no pregão em dia de votação de MP no Senado

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta terça-feira (26) depois do repique de ontem motivado pelo discurso do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negando discórdia com o governo. Rumores de que o ex-presidente Lula gostaria de trocar Levy pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, contudo, colocam a tensão política de volta no radar. No mercado internacional, as bolsas operam entre perdas e ganhos e os futuros dos índices acionários dos Estados Unidos caem na volta do feriado do Memorial Day. 

Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho caía 0,17%, a 54.785 pontos, enquanto o dólar futuro para o mesmo período subia 0,71%, a R$ 3,124. 

Se ontem a confirmação de gripe de Levy acalmou o mercado, hoje, em dia de votação da MP 665 no Senado, informações são de que Levy teria considerado os sinais de apoio do Planalto mais fracos do que o esperado.

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No cenário corporativo, as ações da Vale (VALE3; VALE5) devem ser impactadas pelo corte do preço-alvo da mineradora pelo Bradesco BBI, que reduziu a projeção de upside dos papéis de R$ 31 para R$ 24. A revisão veio apoiada em expectativa menor para produção e capex da mineradora, além de projeção mais baixa para o preço do minério de ferro, que caiu de US$ 75 a tonelada para US$ 60 a tonelada. Hoje, a cotação do minério de ferro spot no porto de Qingdao, subia 1,6%, a US$ 62,78.

Já a Petrobras (PETR3PETR4) colocou à venda seis blocos de petróleo, incluindo cinco áreas do pré-sal nas bacias de Santos e Campos, e espera obter mais de US$ 4 bilhões com o negócio, informou a Folha de S. Paulo. O processo está sendo coordenado pelo Bank of America Merrill Lynch. Segundo o jornal, a estatal também prepara a abertura de capital da BR Distribuidora e desistiu de vender um pedaço da empresa para um sócio estratégico, como chegou a ser cogitado. 

Bolsas mundiais
Os índices acionários asiáticos fecharam em alta nesta terça-feira, revertendo perdas do começo da sessão sustentados por ganhos nas bolsas de Hong Kong e da China. O índice japonês Nikkei subiu pelo oitavo pregão consecutivo e renovou a máxima em 15 anos, apesar de alguns estrategistas dizerem que investidores podem começar a realizar lucros nos atuais níveis.

“Seja um risco político na zona do euro, volatilidade no mercado de bônus ou o momento da elevação do juro nos Estados Unidos, não podemos ignorar esses riscos”, disse o estrategista de investimento sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities Norihiro Fujito, explicando o motivo pelo qual investidores podem desfazer algumas de suas posições altistas.

Na Europa, as tensões na Grécia continuam e as bolsas por lá oscilam entre leves perdas e ganhos. O país busca ajuda, enquanto seu ministro da Finanças, Yanis Varoufakis, culpa a insistência dos credores por austeridade no país pelo impasse nas negociações. 

Enquanto isso, os EUA voltam do feriado com novos indicadores, após vice do Federal Reserve Stanley Fischer dizer que alta dos juros será determinada por dados econômicos. Fischer e Jeffrey Lacker, de Richmond, falam ao longo do dia. Os rendimentos dos títulos da Grécia, Itália e Espanha sobem com receio sobre dívida grega; taxas dos títulos dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha caem. 

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(Com Reuters)