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Ibovespa Futuro cai com exterior e investidores atentos a Haddad em meio a negociações sobre reoneração

Setor de serviços no Brasil e dados de atividade na China são alguns dos temas de maior destaque

Felipe Moreira

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta terça-feira (16), acompanhando o movimento do exterior e com investidores atentos a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após negociações com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre a Medida Provisória da reoneração da folha de pagamentos. O ministro participa, a partir das 17h20, do painel “Negócios que Transformam Vidas”, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.

Na véspera, após reunião com o ministro e Pacheco, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), evitou revelar o andamento das negociações, mas ressaltou que uma decisão sobre a MP só deve sair na volta do recesso parlamentar. Wagner argumentou que Haddad ainda precisa conversar com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre o assunto, já que se trata de uma proposta que terá de passar pelas duas Casas do Legislativo.

Na frente de dados, o volume do setor de serviços no Brasil apresentou alta de 0,4% em novembro frente a outubro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um pouco abaixo do esperado (projeção de alta de 0,5%).

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Às 9h08, (horário de Brasília) o índice futuro com vencimento em fevereiro operava com baixa de 0,75%, aos 131.630 pontos.

Em Wall Street, índices futuros dos EUA operavam em baixa, na volta do feriado de Martin Luther King, com investidores de olho nos balanços de Goldman Sachs e de Morgan Stanley.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro caía 0,42%, S&P Futuro recuava 0,50% e Nasdaq Futuro registrava baixa de 0,64%.

Dólar e mercado externo

O dólar comercial operava com alta de 0,61%, cotado a R$ 4,895 na compra e na venda. Já o dólar futuro (DOLFUT) subia 0,89%, indo aos 4.907 pontos. Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera com alta de 0,73%, a 103,16 pontos.

No mercado de juros, os contratos sobem em bloco. O DIF25 +0,02 pp, a 10,09%; DIF26, +0,05 pp, a 9,69%; a DIF27, +0,06 pp, a 9,84%; DIF28, +0,06 pp, a 10,08%; DIF29 +0,04 pp, a 10,22%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, com perdas lideradas por Hong Kong e em meio a uma possível correção técnica no Japão após um recente rali. Na frente de dados, serão divulgados números do Produto Interno Bruto (PIB) chinês referentes ao quarto trimestre de 2023, assim como dados mensais de produção industrial e vendas no varejo.

Os mercados europeus também operam no campo negativo, à medida que o Fórum Mundial ganha força nesta terça-feira com discursos do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.

Os preços do petróleo sobem à medida que a crise no Oriente Médio se agravava e os dados de rastreamento de navios mostravam que mais navios-tanque alteravam o curso para longe do Mar Vermelho em resposta aos ataques na área do movimento Houthi do Iémen.

As cotações do minério de ferro na China fecharam com baixa pelo oitavo dia consecutivo nesta terça-feira, já que a decisão da China de não fazer um esperado corte nas taxas enervou os investidores. O banco central da China deixou a taxa de médio prazo inalterada na segunda-feira, desafiando as expectativas do mercado de um corte.