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Ibovespa Futuro acompanha NY e tem leve baixa; investidores aguardam anúncio de novas medidas do governo

Resultado primário no Brasil e indicadores de atividade nos EUA estão no radar

Felipe Moreira

B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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Depois do índice à vista renovar, mais uma vez, sua máxima histórica de fechamento na véspera, aos 133.532 pontos, o Ibovespa Futuro abriu com leve baixa nesta quarta-feira (27). Investidores esperam pela divulgação de novas medidas por parte do governo, enquanto o otimismo toma conta do mercado internacional diante das expectativas de que os principais bancos centrais do mundo comecem a cortar os juros no próximo ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem (26) que o governo Lula deverá encaminhar ao Congresso Nacional até amanhã (28) uma alternativa para a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.

Entre os indicadores, o Tesouro Nacional publicará o resultado primário do Governo Central e o Relatório Mensal da Dívida Pública, ambos relativos a novembro.

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Às 9h20, o índice futuro com vencimento em fevereiro de 2024 operava com desvalorização de 0,11%, aos 135.325 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros dos Estados Unidos operam perto da estabilidade, à medida que os investidores se agarram ao otimismo de final de ano, em meio à expectativa de que o BC americano reduzirá em breve as taxas de juros.

As apostas agora apontam para mais de 80% de probabilidade de o Fed começar a cortar as taxas no próximo mês de março, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

Na agenda econômica internacional desta quarta-feira, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos: Sondagem Industrial do Fed de Richmond e Sondagem de Serviços do Fed de Dallas, ambas referentes a dezembro.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro caía 0,04%, S&P Futuro recuava 0,04% e Nasdaq Futuro operava estável.

Dólar hoje

O dólar comercial operava com baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,817 na compra e R$ 4,818 na venda, caminhando para sua quarta queda consecutiva, em sintonia com a desvalorização da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior.

O dólar futuro (DOLF24) para janeiro, por sua vez, subia 0,11%, indo aos 4,815 pontos.

O Banco Central fará nesta sessão leilão de até 16.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de março de 2024.

Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera com baixa de 0,09%, a 101,38 pontos.

No mercado de juros, os contratos operavam sem direção única. O DIF25 opera com baixa de 0,01 pp, a 10,00%; DIF27, -0,01 pp, a 9,67%; DIF29, +0,01 pp, a 10,05%; DIF31 -0,02 pp, a 10,27%.

Exterior

Os mercados europeus operam com alta, no primeiro dia de negócios após os feriados de Natal e do Boxing Day, à medida que os principais índices em todo o mundo estão oscilando perto das máximas históricas.

Nesta última semana de 2023, a liquidez tende a ser bastante reduzida. Em Londres, a mineradora Anglo American é destaque positivo.

Com a agenda nesta quarta esvaziada, investidores na Europa (e em Nova York) seguem na expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) comece a reduzir seu juros básicos no ano que vem, provavelmente já a partir de março.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, após dados positivos de lucro industrial da China e em meio à recuperação de ações de videogames em Hong Kong.

No mercados da China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,54% e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,56%. Pesquisa oficial mostrou que o lucro de grandes empresas industriais chinesas deu um salto anual de 29,5% em novembro, ganhando força em relação ao avanço de 2,7% de outubro e marcando o quarto mês consecutivo de aumentos.

Em Hong Kong, o Hang Seng terminou seu primeiro pregão após o Natal com alta de 1,74%. Os papéis da NetEase e da Tencent, que têm forte atuação na área de videogames, subiram 12% e 4% respectivamente, parcialmente revertendo perdas recentes, após reguladores chineses aliviarem sua postura em relação a restrições ao setor.

Commodities

As cotações do petróleo operam com baixa, revertendo os ganhos da sessão anterior, à medida que as principais empresas de transporte marítimo começaram a regressar ao Mar Vermelho, apesar dos ataques contínuos e da escalada das tensões no Oriente Médio.

O barril do tipo Brent recua 0,51%, cotado a US$ 80,66, e o WTI recua 0,53%, a US$ 75,17.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no azul, com traders reagindo a dados industriais robustos em meio à expectativa de estímulo econômico e à demanda chinesa robusta.

O Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,51%, a 985,50 iuanes, o equivalente a US$ 137,90.

Já o minério de ferro com referência para janeiro da Bolsa de Cingapura subiu 0,5%, para US$ 140,22 por tonelada.