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Ibovespa fecha em alta de 0,45% com Embraer como destaque e tarifas dos EUA no radar

O volume financeiro somou R$ 16,4 bilhões, contra médias diárias de R$ 20,58 bilhões no mês e R$ 24,26 bilhões no ano

Reuters

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Painel eletrônico mostra cotações de ações na B3, em São Paulo 05/08/2024 REUTERS/Carla Carniel
Painel eletrônico mostra cotações de ações na B3, em São Paulo 05/08/2024 REUTERS/Carla Carniel

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O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com Embraer (EMBR3) entre os principais suportes, em meio a notícias de que o governo brasileiro pediu aos Estados Unidos a exclusão da fabricante de aeronaves da tarifa de 50% sobre produtos do país, que deve entrar em vigor na sexta-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,45%, a 132.725,68 pontos, com Petrobras (PETR3;PETR4) também respondendo por apoio relevante. Na máxima do dia, o Ibovespa marcou 133.345,71 pontos. Na mínima, registrou 132.129,79 pontos.

O volume financeiro somou R$ 16,4 bilhões, contra médias diárias de R$ 20,58 bilhões no mês e R$ 24,26 bilhões no ano.

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Em meio a preocupações sobre os efeitos nocivos à economia da nova política comercial dos EUA, notícias de que o Brasil pediu ao governo norte-americano para excluir os setores de alimentos e a Embraer trouxeram algum alento ao Ibovespa, que na véspera havia fechado na mínima em mais de três meses.

A cautela, entretanto, permaneceu no pregão brasileiro, como se observa principalmente no volume financeiro reduzido, sem sinais mais evidentes de que a demanda do Brasil será atendida ou de que o país conseguirá um adiamento da taxa anunciada mais cedo no mês pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência do governo para fazer frente às tarifas incluem medidas de socorro a empresas duramente afetadas, além de alternativas estruturantes, que fortalecem as exportações, e diversificação de parcerias comerciais.

Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas intradia, mas perderam o fôlego e fecharam em queda, com balanços de empresas norte-americanas também sob o holofote antes do desfecho da reunião de política monetária do Federal Reserve, previsto para a quarta-feira.

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