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Ibovespa destoa do exterior e avança 0,23%, sexta alta seguida; dólar tem leve ganhos de 0,33%

Principal índice da Bolsa brasileira foi salvo por performance das ações do Itaú e do setor de mineração e siderurgia

Vitor Azevedo

B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa fechou em leve alta de 0,23% nesta terça-feira (9), aos 108.651 pontos, a sexta alta seguida. O principal índice da Bolsa brasileira fechou mais um dia no verde e se saiu melhor do que seus pares americanos.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,17%, aos 32.776 pontos e o S&P 500 recuou 0,42%, para 4.122 pontos. O benchmark da Nasdaq foi o que mais sofreu, com baixa de 1,19%, indo a 12.493 pontos.

“Em parte, o mercado internacional reagiu mal à publicação dos números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que deram sinais de uma economia mais fraca”, aponta César Mikail, gestor de renda variável da Western Asset. “Além disso, há um clima de apreensão quanto à publicação de dados da inflação americana (CPI), que é amanhã”.

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Em seu índice de indicadores antecedentes, elaborado para antecipar pontos de inflexão na atividade econômica, a OCDE apontou que há perspectiva de piora de quadro para a maioria das grandes economias, motivado pela inflação alta e pela fraca confiança do consumidor. China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unidos – para todos as projeções se mostraram negativas.

O petróleo, que abriu em alta, acabou cedendo e o barril Brent fechou em queda de 0,27%, a US$ 96,39. O DXY, índice que mede a força do dólar frente a outras divisas, chegou a tocar 105,97 pontos no início da manhã, mas fechou aos 106,32 pontos.

“Acho que, além de tudo, é algo natural. O mercado andou bem e deu uma boa respirada nos últimos pregões mas agora aguarda a publicação de um dado importante, que é o de inflação americana”, completa Mikail.

O Ibovespa também viu sua alta ceder durante o dia, após subir quase 0,80% no início do pregão. O índice brasileiro, no entanto, foi puxado pela performance do Itaú (ITUB4), que fechou em alta de 2,61% após publicar seu balanço na noite de ontem, e também pelo setor de siderurgia e mineração – Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) avançaram, respectivamente, 2,07%, 2,05% e 1,61%.

Do outro lado, no entanto, pesou a performance de companhias varejistas e de crescimento, que sofreram com o avanço em bloco da curva de juros. Natura (NTCO3), Méliuz (CASH3) e Petz (PETZ3) recuaram, na sequência, 9,62%, 8,96% e 6,78%. A CVC (CVCB3) foi a maior queda, com menos 10,96%, após o JP Morgan rebaixar a recomendação da ação para neutra e diminuir preço-alvo.

As taxas dos DIs para 2023 avançaram um ponto-base, para 13,72%, e as dos DIs para 2025, 12 pontos, para 12,99%. Os DIs para 2027 tiveram seus yields subindo 17 pontos, para 11,76%. No fim da curva, os contratos para 2029 e 2031 ganharam 18 e 21 pontos, para 11,98% e 12,10%.

Além de apresentar correção após forte uma forte queda da véspera, de acordo com Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, a curva de juros repercutiu também a divulgação do IPCA de julho, que apesar de trazer deflação, mostrou que o núcleo da inflação está resiliente.

“A inflação de serviços continua bastante alta, não dando trégua”. diz Laíz Carvalho, da BNP Paribas. “Isso traz uma inércia pra inflação para nos próximos meses. Além disso, a alimentação continua sendo uma bandeira vermelha. Nesse grupo, sazonalmente, o comportamento em julho e agosto é próximo de zero e isso não está acontecendo”.

O dólar fechou com alta de 0,33% frente ao real, a R$ 5,129 na compra e a R$ 5,13 na venda.

“O real acabou sofrendo um pouco, com o dólar indo a R$ 5,10 mas voltando a R$ 5,13, corrigindo parte das quedas recentes, pontua Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. “O IPCA trouxe deflação, gerando a perspectiva de que o Banco Central não mude a taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), isso influencia diretamente em dólar, com uma possível menor entrada de recursos, uma vez que os juros têm sido um dos nossos diferenciais”.

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