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Ibovespa cai mais de 1% e fecha na mínima; dólar recua abaixo dos R$ 4,70

Investidores mundo afora se posicionam com cautela, aguardando a publicação de dados sobre a inflação

Por  Felipe Moreira -

A bolsa brasileira fechou em baixa nesta segunda-feira (11), acompanhando os principais mercados mundiais, em meio a um pregão marcado pela cautela, com investidores se posicionando para a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos ainda nesta semana –  com preocupações de que a alta dos preços justifique o aperto monetário na maior economia do mundo, o que deve trazer consequências.

Diretores do Federal Reserve vêm, recorrentemente, falando na possibilidade de acelerar a retirada de de estímulos da economia americana, o que deve ganhar ainda mais força no caso de a inflação dos EUA de março vier acima do consenso. Nesta segunda, Charles Evans, do Fed Chicago, afirmou que “não se oporia à elevação dos juros para um cenário neutro de 2,25% a 2,5% até o final do ano”.

O Ibovespa recuou 1,16%, aos 116.952 pontos, após oscilar entre 116.952 e 118.320 pontos. O volume financeiro foi de R$ 25,9 bilhões.

Os destaques positivos ficaram para as ações ordinárias da Braskem (BRKM5) e da Ambev (ABEV3), que subiram, respectivamente, 1,88% e 1,81%, seguidas pelas ações da Cielo (CIEL3), com ganho de 1,46%.

Os papéis da petroquímica avançaram com notícias de que a J&F tem interesse em adquirir as ações da companhia detidas pela Odebrecht e pela Petrobras (PETR3;PETR4). Já as ações da Ambev (ABEV3) subiram com os investidores à espera do Investor Day da companhia.

As ações ordinárias da BRF (BRFS3) e da Cogna (COGN3) foram os destaques negativos da sessão, recuando, respectivamente, 7,11% e 5,65%, seguidas pelas ações da Weg (WEGE3), que recuaram 4,66%. O frigorífico despenca após o Goldman Sachs ter rebaixado a recomendação dos papéis de neutra para venda.

A moeda americana fechou em baixa perante o real e outras moedas emergentes. O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, a R$ 4,690, após oscilar entre R$ 4,678 e R$ 4,739.

No aftermarket, às 17h10, os juros futuros sobem em bloco, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificar a inflação de março do país, divulgada na última sexta-feira, como uma “surpresa” e dizer que o BC está aberto a analisar o cenário se houver algo diferente do padrão. O DIF23, +1,20 pp, a 13,09%; DIF25, +1,44 pp, a 11,98%; DIF27, +0,82 pp, a 11,65%; DIF29, +0,34 pp, a 11,68%.

Os preços do petróleo caíram na sessão de hoje, acelerando duas semanas consecutivas de declínio, já que os bloqueios na China provocaram temores de demanda. O barril Brent caiu 4,25%, a US$ 98,41 por barril, enquanto o petróleo WTI recuou 4,11%, a US$ 94,22 por barril.

Em Wall Street, as bolsas recuaram, com investidores, como já mencionado, cada vez mais preocupados com a elevação acelerar na taxa de juros, o que deve frear a economia.

O índice Dow Jones caiu 1,19%, aos 34.309 pontos. O S&P 500 recuou 1,68%, aos 4.412 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 2,18%, aos 13.411 pontos.

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