Abertura do mercado

Ibovespa abre em alta, acompanhando bolsas no exterior

Bolsa brasileira avança; investidores pelo mundo continuam a monitorar novas notícias sobre a variante Ômicron

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa abriu em alta na manhã desta segunda-feira (27), em dia de baixo volume de negociação por conta das festas de final de ano, e com os mercados internacionais estáveis, sem grandes oscilações. Às 10h10, o índice avança 0,37%, aos 105.276 pontos.

“Para quem não iniciou os festejos, estes são os últimos dias, última semana, último mês, com fechamento dos últimos trimestre e semestre do ano, tudo encurtado pelo feriado de ano novo, volume reduzido e agenda macroeconômica ainda mais reduzida”, comenta Jason Vieira, no morning call da gestora Infinity.

Os investidores repercutem por aqui a divulgação do relatório Focus pelo Banco Central, que trouxe, mais uma vez, uma diminuição da projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e para o produto interno bruto em 2021.

Agora, os especialistas ouvidos pela autoridade monetária brasileira consideram, em média, que o IPCA deve fechar o ano com alta de 10,02% – ante expectativa de avanço de 10,04% na última semana. Já o PIB deve avançar 4,51%, número menor do que os 4,58% trazidos no último Boletim Focus.

Se de um lado a perspectiva para a economia piorou, investidores consideram que a menor alta dos preços pode abrir espaço para uma folga nos juros. Os contratos DIs operam mistos, com os com vencimento em janeiro de 2023 e 2024 subindo, respectivamente, 17 e 2 pontos-base. Os contratos para 2025 e 2026 recuam ambos 5 pontos-base.

Além disso, há no Brasil também o monitoramento de novas notícias sobre a Reforma Tributária. Apesar de o Congresso já ter entrado em recesso de fim de ano, há, aparentemente, certo otimismo quanto ao assunto. “Apesar de ser ano eleitoral, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, se mostra animado com a aprovação da reforma ainda no primeiro semestre do próximo ano, na contramão do entendimento de aliados do governo”, pontuou a XP em relatório.

Nos Estados Unidos, os futuros operam com tendência de alta, sem realizações de lucro mesmo após alguns dos principais índices terem fechado a última semana em altas históricas – o S&P 500, por exemplo, bateu seu topo pela 68ª vez no ano. Os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançam, respectivamente, 0,16%, 0,30% e 0,44%.

A performance da bolsa americana só não é melhor pois ela é travada pelo péssimo desempenho das companhias aéreas, que sofreram com a notícia de que mais de 2,8 mil voos foram cancelados durante o feriado de Natal por conta da Ômicron. A American Airlines, por exemplo, cai mais de 2%.

Os cancelamentos acabaram também por impactar a performance do petróleo, que recua com a perspectiva de menor demanda do setor aéreo. O barril WTI tem queda de 1,36%, negociado a US$ 72,78. O Brent cai 0,05%, para US$ 76,10.

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Quanto à Ômicron, os investidores continuam divididos: se há de um lado comentários de que a variante parece ser mais transmissível e de que os casos continuarão crescendo, há, do outro, sinalizações de que ela é também menos agressiva, causando menos internações e mortes.

Mesmo assim, há um fluxo de capital para o dólar, com investidores buscando por maior segurança. O DXY, índice que mede a performance da moeda americana frente a pares, avança 0,22% por volta das 9h50. No Brasil, o dólar comercial tem alta de 0,28%, negociado a R$ 5,678 na compra e a R$ 5,679 na venda. O dólar futuro sobe 0,19%, a R$ 5,681.

Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, avalia os últimos dados antes de decidir se imporá ou não novas restrições. O país bateu, na véspera de natal, um novo recorde de casos diários de infecção da doença. A bolsa do país, porém, não abre hoje por conta do feriado de Natal.

A despeito da covid-19, os principais índices do Velho Continente operam em alta. Às 10h, o DAX, da Alemanha, sobe 0,29%, o CAC, da França, 0,29% e o STOXX 600, de todo o continente, 0,44%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção exata. O Nikkei, do Japão, caiu 0,37%, após o país divulgar que as vendas no varejo em novembro foram maiores do que o consenso. O Kospi, da Coréia do Sul, caiu 0,43%. O índice de Shangai, na China, ficou praticamente estável, com queda de 0,06%. A bolsa de Hong Kong não abriu.

Apesar da bolsa chinesa ter ficado praticamente estável, o minério de ferro fechou em queda de 2,69% no porto de Qingdao, a US$ 123,18 a tonelada, e recuando 3,30% em Dalian, a US$ 105,85. A commodity repercute os fracos números dos PMIs chineses divulgados na última quinta-feira e ignora, até então, as notícias de que os políticos do país pretendem incentivar a indústria nacional.

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