Recomendações

Hypermarcas é a preferida do Credit dentre 10 varejistas; B2W é a rejeitada

Ações da Hypermarcas têm preço-alvo de R$ 23,00; já B2W é a única que possui recomendação "underperform" da lista

SÃO PAULO – O Credit Suisse iniciou a cobertura de dez empresas brasileiras do setor de consumo. Contudo, o cenário para as companhias do setor não é tão positivo assim: a recomendação outperform (desempenho acima da média) se aplica apenas a Hypermarcas (HYPE3), com preço-alvo de R$ 23,00 para os ativos.

A visão positiva para a empresa se baseia na combinação de um potencial de valorização dos ativos de 22%, a exposição em mercados com bom potencial de crescimento, o fato de estar num setor de consumo não discricionário e em meio às expectativas de uma geração de caixa forte.

Por outro lado, os analistas iniciaram a cobertura para as ações da Lojas Renner (LREN3), Lojas Americanas (LAME4), Cia. Hering (HGTX3), Arezzo (ARZZ3), Lojas Marisa (AMAR3), Natura (NATU3), Grupo Technos (TECN3) e Restoque (LLIS3) com recomendação neutra. Já os papéis da B2W Digital (BTOW3) tiveram a recomendação iniciada com classificação underperform (desempenho abaixo da média do mercado).

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Os analistas Tobias Stingelin e Alexandre Amson possuem preço-alvo de R$ 10,00 para os ativos BTOW3, representando um potencial de desvalorização de 36,71% para os ativos frente ao fechamento da última sexta-feira (11). Segundo apontam os analistas, a expectativa é de baixa visibilidade de ganhos e que a geração de caixa positiva demore para acontecer. 

De acordo com Stingelin e Amson, o cenário para o consumo brasileiro deve continuar complicado pelos próximos 12 a 18 meses. Porém, eles mantêm uma visão construtiva para o setor, uma vez que o cenário base contempla um crescimento apenas modesto nas taxas de desemprego e um crescimento do consumo privado, apesar de abaixo dos níveis vistos no passado recente. Porém, no curto prazo, a perspectiva é desafiadora e nebulosa, destacam os analistas que ressaltam que os múltiplos, apesar de estarem abaixo de seus picos, ainda não estão atraentes. 

Confira abaixo as recomendações do Credit Suisse para o setor de consumo e varejo:

EmpresaTickerClassificaçãoPreço-alvoUpside*Tese de investimento
HypermarcasHYPE3OutperformR$ 23 +18,56% Exposição em segmentos de consumo básico, expansão de margens, sólida geração de caixa em meio às iniciativas da gestão da companhia
Lojas Americanas LAME4NeutraR$ 20 +15,01% Expansão de margens e aumento do retorno sobre o capital investido; contudo, B2W continua pressionando os números da companhia
Lojas RennerLREN3NeutraR$ 74 +9,63% Está sendo bem-sucedida no seu ambicioso programa de expansão de lojas, mas que leva a menores lucros e retornos no curto prazo
Cia. HeringHGTX3NeutraR$ 37 +14,73% Geração de caixa está passando por algumas mudanças; recuperação das vendas nas mesmas lojas é chave para a empresa
ArezzoARZZ3NeutraR$ 40 +11,58% Bem posicionada para ganhar espaço e ter vantagens competitivas que são bastante difíceis de replicar (marca, konw-how); contudo, consumo é altamente discricionário
TechnosTECN3NeutraR$ 20 +18,69% Integração com a Dumond deve levar a sinergias rápidas e gerar fluxo de caixa crescente
Lojas MarisaAMAR3NeutraR$ 23 +15% Amplas oportunidades de crescimento à frente; desempenho no curto prazo mostra que é preciso haver melhorias no varejo
NaturaNATU3NeutraR$ 52  +6,43% Possui alto retorno e geração de caixa; um processo de transformação gradual está em andamento para revitalizar o crescimento
RestoqueLLIS3NeutraR$ 7  +10,24% Lidar com as consequências de um programa agressivo de expansão de lojas, a estabilização das vendas nas mesmas lojas e a normalização dos estoques é crucial para a companhia
B2WBTOW3UnderperformR$ 10  -36,71% Os analistas apontam que o reaquecimento do crescimento tem sido muito mais caro do que o previsto. “Estamos de acordo com a direção, mas o consumo de caixa continua preocupante”, avaliam

*Em relação à cotação de fechamento da última sexta-feira (11)