Hypera: Goldman corta preço-alvo e vê vendas mais fracas, mas mantém compra; HYPE3 cai

Banco ainda recomenda compra para farmacêutica por conta do valuation

Camille Bocanegra

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Após dois anos de crescimento forte e acima da tendência, 2024 será o ano de desaceleração e crescimento normalizado para farmacêuticas, de acordo com o Goldman Sachs. Com isso, o banco cortou o preço-alvo para as ações da fabricante de medicamentos Hypera (HYPE3), de R$ 48 para R$ 41, mas manteve recomendação de compra.

A ação da companhia fechou a sessão da última segunda-feira (29) negociada a R$ 31,95 e passa por queda de mais de 7% desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2023. Só em janeiro, a Hypera apresenta desvalorização de mais de 10% e, nos últimos doze meses, recuou 26,47%. Nesta terça (30), às 13h (horário de Brasília), os papéis HYPE3 caíam 3,85%, a R$ 30,72, em um dia também negativo para o Ibovespa.

A equipe de análise reduziu as estimativas de lucro líquido para 2024 e 2025 em 7% e 5%, respectivamente, considerando as perspectivas de crescimento mais baixas para a companhia. As previsões de margem de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) também foram cortadas.

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A recomendação de compra ainda se mantém pautada no valuation, uma vez que a companhia negocia a 11 vezes o preço sobre o lucro (P/L) para o final de 2024. Mesmo em um cenário mais pessimista, no qual as mudanças fiscais teriam maior impacto sobre o nome, os múltiplos passariam para 14,4 vezes o P/L, apenas ligeiramente acima da média histórica, de acordo com o Goldman Sachs.

As potenciais mudanças fiscais que tornam o case de Hypera mais arriscado estão presentes na MP 1.185 e guardam relação com a subvenção do ICMS, além de alterações para distribuição de Juros sobre Capital Próprio. A expectativa do banco é que, por enquanto, a companhia ainda mantenha a o benefício de subvenção. Assim, o impacto final das mudanças não é considerado na análise do Goldman Sachs, apenas considerado como um risco para a tese de investimento.

Para o setor, o banco estrangeiro espera que a tendência de normalização persista em 2024, pelo menos no primeiro semestre, e que os níveis de estoque de farmácia de varejo permaneçam acima da média. Outro ponto negativo considerado para o segmento são os efeitos atrasados da alta de juros para o acesso ao crédito para varejistas e distribuidores menores (principais compradores para Hypera e concorrentes), o que impactaria também a construção de estoque.

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