Helbor (HBOR3) e Trisul (TRIS3) reduzem lançamentos para focar na desalavancagem e no controle de estoques

Construtoras divulgaram dados operacionais na noite da última segunda-feira (17)

Felipe Moreira

Lançamento no eixo da Vila Mariana

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A Helbor (HBOR3), uma das maiores incorporadoras imobiliárias do Brasil, divulgou na última segunda-feira (17) sua prévia operacional no primeiro trimestre de 2023, com destaque para vendas brutas totais de R$ 354 milhões, representando um aumento de 9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

De forma geral, o Bradesco BBI avaliou os números operacionais da Helbor como neutros.

Analistas do BBI destacam que o volume de vendas (+32%) e a velocidade de vendas (+2,8 pontos percentuais) melhoraram sequencialmente, mas o tema principal em torno da tese da Helbor continua sendo a execução da próxima leva de entregas em 2023 e 2024, que pode impulsionar a geração de caixa e finalmente levar a um processo de desalavancagem muito aguardado.

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O Itaú BBA, por sua vez, avalia que a Helbor relatou uma boa melhora nos números operacionais do trimestre. Os lançamentos (participação da empresa) somaram R$ 106 milhões, queda de 74% na base anual e 41% na base trimestral, o que foi visto como positivo pelo banco, uma vez que ajuda a manter os níveis de estoque sob controle.

Já as vendas contratadas (participação da empresa) totalizaram R$ 223 milhões, alta de 17% na comparação ano a ano e 25% na base trimestral, “foram suportadas por uma sólida venda de unidades prontas em estoque (25% das vendas totais)”, explica BBA. Assim, a velocidade de vendas acelerou para 10,5%, de 7,9% no 4T22.

“A empresa entregou dois empreendimentos no trimestre, com VGV (participação própria) de R$ 241 milhões, o que pode ser uma boa proxy para geração de caixa”, comentam analistas do BBA.

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O Bradesco BBI mantém recomendação neutra para ações da Helbor, com preço-alvo de R$ 5, um potencial de valorização de 109% frente a cotação de fechamento de segunda-feira de R$ 2,39.

Trisul (TRIS3)

As vendas brutas da Trisul totalizaram R$ 352,5 milhões no 1T23, um aumento de 131% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

As vendas líquidas 100% totalizaram R$ 331,2 milhões no trimestre, um aumento de 165% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Bradesco BBI comenta que apesar da Trisul ter feito apenas um lançamento fraco de R$ 95 milhões em março, a construtora conseguiu melhorar sua velocidade de vendas para 11,2%, vendendo um valor razoável de R$ 276 milhões em valor geral de vendas (VGV).

“Além disso, a Trisul parece ter como prioridade a preservação do caixa, não tendo adquirido novos terrenos no trimestre, cancelando aquisições não concluídas (queda de terrenos de -16% no trimestre no 1T23) e aparentemente adotando uma estratégia de precificação mais flexível em relação ao seu estoque, com foco na geração de caixa antes das entregas do segundo semestre de 2023 e 2024.”

Nesse sentido, analistas do BBI disseram gostar do foco da empresa na desalavancagem financeira e redução de estoques no trimestre, mas não descartam alguma pressão nas margens, como já foram vistas no 4T22. O BBI reitera recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5, o que representa um potencial de alta de 47% frente o preço de fechamento de segunda-feira (17) de R$ 3,40.

Para BBA, a Trisul reportou números operacionais razoáveis no trimestre. Os lançamentos (participação da empresa) totalizaram R$ 95 milhões no trimestre, queda de 85% no trimestre, mas aumento na comparação anual, uma vez que a empresa não divulgou lançamentos no 1T22. O banco ressalta que os baixos lançamentos do trimestre contribuem para um nível de estoques controlado.

As vendas (participação da empresa) totalizaram R$ 276 milhões, alta de 18% no trimestre e 131% no ano, “o maior resultado registrado pela empresa desde o 3T19”, destaca BBA.

Segundo BBA, o bom desempenho de vendas elevou a velocidade de vendas de 9% no 4T22 para 11% no 1T23, além de levar a uma melhora substancial do estoque para 31 meses de vendas, contra 41 meses do 4T22.