Hapvida (HAPV3): após rali das ações em novembro, ainda vale comprar? Analistas apontam que sim

Mesmo com avanço de 24% no último mês, Goldman e Itaú BBA reiteraram recomendação de compra para papéis HAPV3

Camille Bocanegra

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As ações da Hapvida (HAPV3) avançaram mais de 24% no mês até o fechamento da véspera, em comparação com os 11% de avanço do Ibovespa no mesmo período.

Assim, a dúvida aumenta no mercado: ainda é o momento de compra?

De acordo com o Goldman Sachs, sim.

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“O ponto de entrada ainda nos parece atrativo, mesmo após o recente rali das ações”, diz análise da instituição sobre o nome do setor de saúde.

As ações da companhia operam com ligeira queda de 0,22% às 10h05 desta terça-feira (28), cotadas a R$ 4,56.

A visão do banco, que atualizou seu modelo para o nome, é que o papel “ainda apresenta uma das propostas risco-recompensa mais convincentes do setor de saúde” e a recomendação é de compra. Mesmo com redução do preço-alvo pelo banco para R$ 5,70 por ação (dos R$ 6,00 anteriores), a Hapvida ainda se coloca, na análise, com projeção de alta de margem Ebitda (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita líquida) de cerca de 14% para 2024 e 15% para 2025.

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O banco entende que a avaliação atual de 17 vezes a relação do preço sobre lucro (P/L) ajustado para o ano de 2024 e 12 vezes o P/L para 2025 compensa os possíveis riscos. Dentre eles, estaria a maior concorrência no Sudeste, em especial nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de potencial impacto pelo projeto de lei que visa aumentar os salários de enfermagem.

Na mesma linha do Goldman, o Itaú BBA também recomenda compra para o nome e, além disso, considera o preferido do setor, com expectativa de que a empresa deva voltar ao níveis de retornos vistos antes da pandemia, quando o retorno sobre patrimônio (ROE) estava próximo de 3o%.

O banco destaca a confiança no caminho da empresa de volta à rentabilidade, o que deverá impulsionar um crescimento robusto de lucro nos próximos trimestres, essencial para a revisão para cima do consenso.

O BBA estima que o índice de sinistralidade (MLR) seja de 68,4% no quarto trimestre de 2023 (caindo 360 pontos-base na comparação trimestral) e 69,0% em 2024. Com essas previsões, chega-se a um Ebitda ajustado de R$ 1 bilhão no quatro trimestre e R$ 4,1 bilhões em 2024. “Esperamos um crescimento consistente, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 29% de 2024 a 2027”, complementa o BBA.

Visões para 2024

A expectativa para 2024 do Goldman Sachs é que a companhia siga na melhoria de suas margens e que, com isso, os investidores possam lançar um olhar mais dedicado aos fundamentos de longo prazo.

“Consideramos positivo para a Hapvida, pois sua abordagem verticalizada deve proporcionar vantagens competitivas em precificação, impulsionando a consolidação de mercados-chave”, destaca.

A visão para 2024 do BBA é de crescimento ainda desafiador, com maior avanço na segunda metade de 2025. Na rentabilidade, há expectativa de melhoria, motivada pela verticalização acelerada no Sul e Sudeste e finalização de contratos considerados deficitários.

Em relação à verticalização, a análise do Goldman considera que os sinais da estratégia tem impulsionado o desempenho no custo por beneficiário. A iniciativa compensou a desaceleração trimestral no ticket médio da companhia, que foi causada pela maior racionalização de contratos e pelo novo reajuste de preços para contratos individuais.

Ainda assim, o Goldman estima que o crescimento anual do ticket ficará em 10% para 2024, com ligeira redução da projeção anterior da instituição. O leve recuo é motivado pela abordagem de que a empresa poderá reduzir o ritmo da precificação no próximo ano e, assim, haverá a conclusão da racionalização de contratos desequilibrados.

Em relação ao custo por beneficiário, a projeção do banco é crescimento de 2% para 2024 e estabilidade para 2025, com termos reais, também motivado pelo impacto positivo da verticalização nas margens de médio prazo.

O BBA ressalta ter forte convicção na Hapvida baseia-se na premissa de que a empresa está no caminho certo para corrigir sua rentabilidade e geração de fluxo de caixa, o que leva a um dos melhores retornos dentre as companhias da sua cobertura no segmento de saúde. Assim, mantém a recomendação de “compra” para HAPV3, com preço-alvo de R$ 7 ao final do ano de 2024.